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Compliance e Legislação 24 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Mito: Resíduo Químico Pode Ir Junto com o Infectante

Grupo B no mesmo saco do Grupo A é erro caro e arriscado. Veja por que separar.

por Jorge Jason
Atualizado em 24 de junho, 2026
Mito: Resíduo Químico Pode Ir Junto com o Infectante

“É tudo lixo de hospital, vai tudo no saco branco mesmo.” Essa frase, dita no corredor, resume um dos erros de segregação mais caros que existem: jogar resíduo químico (Grupo B) junto com o infectante (Grupo A). Parece simplificação inofensiva. Não é.

Por que o mito é perigoso

Grupo A e Grupo B são perigos diferentes que pedem tratamentos diferentes. O Grupo A é risco biológico — vai para tratamento que inativa o agente (autoclave, micro-ondas, incineração). O Grupo B é risco químico — medicamento, reagente, quimioterápico, produto corrosivo — e exige destinação específica para a substância, muitas vezes incineração com controle de emissão.

Misturar não “facilita”: cria um resíduo que não se encaixa direito em nenhum tratamento. E vale a regra dura da segregação — mistura puxa para a classe mais perigosa. Um pouco de Grupo B contaminando um saco de Grupo A pode transformar o lote inteiro em problema químico, com custo e exigência de Grupo B. É o mesmo princípio de a empresa de coleta não faz a segregação por você.

O que realmente acontece quando se mistura

Três consequências aparecem juntas:

  1. Custo infla — o volume todo passa a ser tratado como o mais caro de destinar
  2. Não conformidade — segregação incorreta é um dos achados mais frequentes em fiscalização
  3. Risco real — químico em fluxo biológico pode reagir, vazar ou expor quem manuseia

O detalhe que engana: o resíduo químico muitas vezes “parece” inofensivo — um frasco quase vazio, um comprimido vencido. A classe vem da substância, não da aparência ou da quantidade.

O que fazer no lugar

A regra é simples e não tem exceção de conveniência: Grupo B tem coletor próprio, identificado, no ponto onde é gerado. Medicamento vencido, sobra de quimioterápico, reagente, frasco com vestígio relevante não entram no saco branco. Quem segrega é o gerador, na origem, no momento — não existe etapa de separação depois. A base de tudo isso é a classificação da RDC 222, que define os grupos justamente para que cada risco siga seu caminho.

O que isso muda na coleta

Serviço que gera Grupo B — e quase todo serviço de saúde gera — precisa de contrato que reconheça e destine o Grupo B corretamente, separado do Grupo A. Não é o mesmo fluxo, não é o mesmo preço, não é o mesmo destino.

A Seven Resíduos opera coleta segregada de Grupo A e Grupo B com destinação auditável. Veja também como descartar resíduo de medicamento vencido, como tratar a não conformidade no PGRSS e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

No seu serviço, o químico vai junto com o infectante? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Grupo A #Grupo B #Mito #rdc 222 #Segregação

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