“É tudo lixo de hospital, vai tudo no saco branco mesmo.” Essa frase, dita no corredor, resume um dos erros de segregação mais caros que existem: jogar resíduo químico (Grupo B) junto com o infectante (Grupo A). Parece simplificação inofensiva. Não é.
Por que o mito é perigoso
Grupo A e Grupo B são perigos diferentes que pedem tratamentos diferentes. O Grupo A é risco biológico — vai para tratamento que inativa o agente (autoclave, micro-ondas, incineração). O Grupo B é risco químico — medicamento, reagente, quimioterápico, produto corrosivo — e exige destinação específica para a substância, muitas vezes incineração com controle de emissão.
Misturar não “facilita”: cria um resíduo que não se encaixa direito em nenhum tratamento. E vale a regra dura da segregação — mistura puxa para a classe mais perigosa. Um pouco de Grupo B contaminando um saco de Grupo A pode transformar o lote inteiro em problema químico, com custo e exigência de Grupo B. É o mesmo princípio de a empresa de coleta não faz a segregação por você.
O que realmente acontece quando se mistura
Três consequências aparecem juntas:
- Custo infla — o volume todo passa a ser tratado como o mais caro de destinar
- Não conformidade — segregação incorreta é um dos achados mais frequentes em fiscalização
- Risco real — químico em fluxo biológico pode reagir, vazar ou expor quem manuseia
O detalhe que engana: o resíduo químico muitas vezes “parece” inofensivo — um frasco quase vazio, um comprimido vencido. A classe vem da substância, não da aparência ou da quantidade.
O que fazer no lugar
A regra é simples e não tem exceção de conveniência: Grupo B tem coletor próprio, identificado, no ponto onde é gerado. Medicamento vencido, sobra de quimioterápico, reagente, frasco com vestígio relevante não entram no saco branco. Quem segrega é o gerador, na origem, no momento — não existe etapa de separação depois. A base de tudo isso é a classificação da RDC 222, que define os grupos justamente para que cada risco siga seu caminho.
O que isso muda na coleta
Serviço que gera Grupo B — e quase todo serviço de saúde gera — precisa de contrato que reconheça e destine o Grupo B corretamente, separado do Grupo A. Não é o mesmo fluxo, não é o mesmo preço, não é o mesmo destino.
A Seven Resíduos opera coleta segregada de Grupo A e Grupo B com destinação auditável. Veja também como descartar resíduo de medicamento vencido, como tratar a não conformidade no PGRSS e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
No seu serviço, o químico vai junto com o infectante? Fale com a Seven Resíduos.