A gasometria arterial é rotina em UTI, emergência e pneumologia. O resíduo que ela gera parece simples — uma seringa — mas tem dois grupos juntos e um erro comum: tratar a seringa com sangue como se fosse só perfurocortante, ou só Grupo A. São os dois.
Por que não é resíduo simples
A coleta de gasometria usa seringa heparinizada com agulha, puncionando uma artéria. O resultado é uma seringa com sangue arterial e uma agulha acoplada. A RDC 222/2018 classifica material com sangue como Grupo A1 e o perfurante como Grupo E — e a regra de ouro do perfurocortante prevalece: tendo agulha, vai na caixa rígida.
O erro mais perigoso: descartar a seringa com agulha no saco branco “porque tem sangue”. A agulha fura o saco — vira acidente e não conformidade.
O que se gera no fluxo
A gasometria gera, por coleta:
- Grupo E — a seringa com agulha acoplada (o conjunto vai inteiro na caixa rígida quando a agulha não é removível com segurança), agulha isolada
- Grupo A1 — gaze e algodão com sangue da compressão do sítio, luva contaminada
- Grupo D — embalagem do kit, papel
- Grupo B — em volume baixo (antisséptico)
A regra prática: se há agulha, o conjunto vai na caixa de perfurocortante, mesmo contendo sangue — a caixa rígida é também barreira para o Grupo A. É o mesmo princípio de como descartar tubos de coleta de sangue.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Caixa de perfurocortante no ponto de coleta — UTI e emergência coletam gasometria à beira do leito; a caixa precisa estar ali, não numa central distante
- Conjunto seringa+agulha vai na caixa rígida — não desacoplar a agulha manualmente (risco de acidente); o conjunto inteiro é Grupo E
- Sangue não vai na pia — purgar a bolha da seringa em gaze, não no ralo; gaze com sangue é Grupo A1 (CONAMA 430)
O volume é baixo por unidade, mas a frequência em UTI e emergência é alta — soma rápido.
O que isso muda na coleta
Gasometria reforça por que o contrato precisa de Grupo E robusto no ponto de geração — o erro quase sempre vem da caixa de perfurocortante ausente ou distante na beira do leito.
A Seven Resíduos atende UTI e emergência com coleta de Grupo E + A1 e suporte de segregação à beira do leito. Veja também como descartar resíduo de cateter venoso central, coleta de resíduo de UTI e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Sua UTI tem caixa de perfurocortante onde a gasometria é coletada? Fale com a Seven Resíduos.