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Compliance e Legislação 21 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Lei 14.133: A Licitação da Coleta de RSS Pública

Hospital público contrata coleta de RSS por licitação. Veja como a Lei 14.133 muda isso.

por Jorge Jason
Atualizado em 21 de junho, 2026
Lei 14.133: A Licitação da Coleta de RSS Pública

Hospital privado escolhe o transportador de RSS e assina. Hospital público, UBS e SVO não — eles dependem de licitação. E desde a Lei 14.133/2021 (nova Lei de Licitações), a forma de contratar a coleta de RSS no setor público mudou. Quem trata isso como compra comum erra no critério e contrata mal.

Por que coleta de RSS não é compra qualquer

Resíduo de saúde é Classe I (perigoso) e a destinação errada gera corresponsabilidade do gerador público — com agravante de improbidade administrativa. A Lei 14.133 permite (e o RSS exige) que o edital vá além do menor preço: o objeto envolve licença ambiental, rastreabilidade e risco sanitário.

Contratar a coleta de RSS pelo simples menor preço, sem exigência técnica, é a porta de entrada do transportador irregular — e o passivo recai sobre o ente público.

O que o edital de RSS precisa exigir

Os pontos que um termo de referência de coleta de RSS deve conter:

  1. Habilitação técnica — licença ambiental do transportador e do destino final, vigentes, para os grupos gerados
  2. Comprovação de tratamento e destinação — tecnologia compatível (autoclave, incineração) e CDF
  3. Critério de julgamento adequado — técnica e preço, ou menor preço com exigências técnicas robustas na habilitação, não preço puro sem barreira
  4. Obrigações de MTR/CDF — emissão no ato e entrega em prazo, como cláusula contratual
  5. Fiscal de contrato designado — a Lei 14.133 reforça a figura do fiscal; no RSS, ele acompanha frequência, documentação e licença ao longo do contrato

O erro mais comum no setor público: edital genérico de “coleta de lixo”, sem distinguir RSS, que atrai empresa sem licença para resíduo de saúde.

Por que o fiscal de contrato é decisivo

A Lei 14.133 fortaleceu a gestão e fiscalização do contrato. No RSS, isso é central: licença do transportador vence durante o contrato, frequência falha, CDF atrasa. Sem fiscal atuante, o ente público descobre o problema só na auditoria do TCE/TCM — tarde demais. É o mesmo raciocínio do SLA no contrato de coleta, aplicado ao regime público.

O que fazer com isso

O gestor público de PGRSS deveria participar da elaboração do termo de referência — não recebê-lo pronto do setor de compras. Especificar habilitação técnica e critério de julgamento corretos no edital é o que evita o transportador irregular e protege o ente da responsabilização.

A Seven Resíduos atende contratos públicos de coleta de RSS com licenciamento completo, MTR e CDF auditáveis para habilitação e fiscalização. Veja também coleta de RSS em UBS, cláusulas do contrato de coleta e o glossário de RSS. O texto da lei está no portal do Planalto.

Seu edital de coleta de RSS exige licença ambiental na habilitação? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #coleta de rss #Conformidade #Lei 14.133 #Licitação #Setor Público

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