O cateter venoso central (CVC) acompanha o paciente grave da inserção à retirada, passando por trocas de curativo quase diárias. Cada uma dessas etapas gera resíduo — e a classificação muda conforme o momento. Tratar tudo como “curativo comum” é o erro que aparece em UTI e oncologia.
Por que não é resíduo simples
O CVC é dispositivo invasivo em acesso venoso profundo. A inserção, a manutenção e a retirada envolvem sangue, fluido e material perfurante. A RDC 222/2018 classifica material com fluido biológico como Grupo A1, e agulha/fio-guia como Grupo E. O curativo do sítio, trocado com frequência, também é Grupo A.
O erro mais comum: fio-guia e agulha de punção no saco junto do curativo. Perfurante é sempre Grupo E, em caixa rígida — nunca em saco.
O que se gera no fluxo
O CVC gera resíduo em três momentos:
- Inserção — agulha introdutora e fio-guia (Grupo E), campo, gaze e EPI com sangue (A1), dilatador e introdutor descartados
- Manutenção — curativo do sítio com sangue/secreção a cada troca (A1), conector e equipo trocados, EPI
- Retirada — cateter retirado com ponta e curativo (A1), gaze compressiva
Soma-se o resíduo de medicamento/infusão pelo cateter, que segue a lógica do centro de infusão quando há sobra de fármaco (Grupo B). O paciente em precaução de contato eleva o material para Grupo A2.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Caixa de perfurocortante no carrinho de punção — agulha introdutora e fio-guia vão direto à caixa, não ao saco do curativo
- Curativo do sítio é Grupo A1 — a troca frequente em UTI gera volume contínuo; não é lixo comum
- Gatilho de A2 — paciente em precaução gera A2; sem critério escrito, vira A1 por engano
O volume é contínuo na UTI e na oncologia: cada paciente com CVC gera resíduo diário de troca de curativo, somando rápido no setor.
O que isso muda na coleta
CVC reforça por que o contrato precisa contemplar A1 contínuo + E + gatilho de A2 — não um contrato genérico de curativo seco. É o mesmo princípio de onde vai o curativo sujo e de como descartar dreno e frasco de drenagem.
A Seven Resíduos atende UTI e oncologia com coleta de Grupo A1/A2 contínuo + E e suporte de segregação. Veja também coleta de resíduo de UTI, o glossário de RSS e a base da CONAMA 358. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Sua UTI separa o fio-guia do CVC do curativo? Fale com a Seven Resíduos.