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Compliance e Legislação 21 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Resíduo de Curativo a Vácuo

Terapia VAC gera esponja e reservatório com exsudato. Veja a classe e o fluxo correto.

por Jorge Jason
Atualizado em 21 de junho, 2026
Como Descartar Resíduo de Curativo a Vácuo

A terapia por pressão negativa (curativo a vácuo, VAC) virou rotina em ferida complexa, deiscência e grande queimado. Ela gera um resíduo que confunde a equipe: o reservatório enche de exsudato e ninguém sabe se vai na pia, no comum ou no infectante. A resposta muda o PGRSS do setor.

Por que não é resíduo comum

O sistema VAC retira exsudato da ferida e o acumula num reservatório (canister). Esse líquido é fluido biológico — sangue, secreção, exsudato infectado. A RDC 222/2018 classifica material com fluido biológico como Grupo A1; com agente de alta transmissibilidade ou paciente em precaução, entra a lógica do Grupo A2.

O erro mais perigoso: esvaziar o canister na pia “porque é só líquido da ferida”. Fluido biológico em volume na rede de esgoto é infração ambiental (CONAMA 430), além do risco de exposição.

O que se gera no fluxo

A troca do curativo a vácuo gera:

O canister vai inteiro e fechado como Grupo A, com o conteúdo — não se esvazia. É o ponto que mais gera erro à beira do leito, igual ao raciocínio de dreno e frasco de drenagem.

O que o gestor precisa garantir

Três ações resolvem a maioria das não conformidades:

  1. Descarte do canister fechado e cheio — reservatório segue como Grupo A com o exsudato dentro; não esvaziar na pia
  2. Gatilho de A2 — ferida infectada ou paciente em precaução gera A2; sem critério escrito, vira A1 por engano ou, pior, comum
  3. Volume realista no contrato — paciente em VAC troca o sistema a cada 48-72h e o canister enche; em setor de feridas complexas, o volume soma rápido

A terapia VAC concentra resíduo em poucos pacientes, mas com alta criticidade biológica por troca.

O que isso muda na coleta

Curativo a vácuo reforça por que o contrato precisa contemplar Grupo A1/A2 com líquido e o gatilho de A2 — não um contrato genérico que pressupõe curativo seco. É o mesmo princípio de onde vai o curativo sujo.

A Seven Resíduos atende hospitais e serviços de feridas com coleta de Grupo A1/A2 com fluido e suporte de segregação. Veja também como descartar dreno e frasco de drenagem, o glossário de RSS e a base da CONAMA 358. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

Sua equipe descarta o canister do VAC fechado ou esvazia na pia? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Curativo a Vácuo #Grupo A #rdc 222 #Segregação #Terapia VAC

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