“O PGRSS? É com o responsável técnico, ele que resolve.” Essa frase, comum na direção, é o atalho que transforma o PGRSS num documento de gaveta. O RT coordena — mas a responsabilidade pelo plano funcionar não é dele sozinho. Quando todo mundo acha que é “do RT”, ninguém faz a parte que é sua.
Por que o mito quebra o PGRSS
O PGRSS não é um documento técnico que vive isolado: é um processo que atravessa assistência, hotelaria, farmácia, manutenção, compras e direção. O RT pode escrever o melhor plano do mundo — se a enfermagem não segrega, a hotelaria não coleta na rota certa e a direção não orça, o plano não acontece.
Concentrar tudo no RT cria um único ponto de falha e desresponsabiliza quem executa de verdade.
De quem é a responsabilidade, de fato
A responsabilidade pelo PGRSS é distribuída — e cada papel tem uma função insubstituível:
- Direção — provê recurso, orça, prioriza; responde pela conformidade institucional (inclusive penal, sob a Lei 9.605)
- RT — coordena, redige, atualiza o plano e assina a ART; é o maestro, não a orquestra inteira
- Comissão de PGRSS — acompanha, mede, leva à direção; mantém o plano vivo
- Enfermagem e equipe assistencial — segregam na origem; sem isso, nada funciona
- Hotelaria/higiene — coleta interna na rota e horário certos (ABNT 12.810)
- Farmácia — controla Grupo B e controlados (Portaria 344)
- Compras/jurídico — contrata transportador licenciado e guarda documentação
Tirar qualquer um desses da equação derruba o plano — e nenhum deles é o RT.
Por que isso importa na prática
Quando a fiscalização encontra falha, a pergunta não é só “quem é o RT?”. É “como a instituição gerencia isso?”. Um PGRSS que depende de uma pessoa é frágil; um PGRSS com responsabilidade distribuída, comissão atuante e direção engajada é o que demonstra governança — o mesmo princípio da Comissão de PGRSS e da matriz RACI no PGRSS.
E há o lado humano: sobrecarregar o RT com a execução inteira leva à rotatividade e à descontinuidade — o plano “morre” quando o RT sai.
O que fazer com isso
A virada é simples de enunciar e difícil de manter: o PGRSS é da instituição, coordenado pelo RT, executado por todos. Formalizar quem faz o quê (matriz de responsabilidade), levar indicadores à direção e manter a comissão ativa é o que tira o plano da gaveta.
A Seven Resíduos apoia hospitais com coleta licenciada e suporte para estruturar a responsabilidade distribuída do PGRSS. Veja também o mito do RT advogado/contador, PGRSS não ser só burocracia e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
No seu hospital, o PGRSS é da instituição ou só do RT? Fale com a Seven Resíduos.