“Quanto custa a coleta?” quase sempre é respondido com o valor da fatura mensal. É o número errado para gerir. O indicador que mostra se o hospital paga caro — e onde — é o custo por quilo (R$/kg), separado por grupo. Sem ele, não dá para negociar contrato nem detectar desperdício.
Por que a fatura total engana
A fatura mensal sobe e desce com o volume; sozinha, não diz se o preço é bom. Dois hospitais com a mesma fatura podem ter custos por quilo muito diferentes — e o que paga mais por quilo está perdendo dinheiro sem perceber. O R$/kg normaliza o custo pelo que realmente foi gerado, permitindo comparar meses, unidades e fornecedores.
A fórmula e o erro mais comum
A conta básica:
Custo por quilo = custo total de manejo do grupo / kg coletado do grupo
O erro número um é calcular só o total, misturando grupos. Grupo A, B, E e D têm preços por quilo muito diferentes — um custo médio único esconde tudo. O cálculo precisa ser por grupo:
- Grupo A: o maior peso e custo relevante por quilo
- Grupo B: caro por quilo, volume menor
- Grupo E: preço por quilo próprio
- Grupo D: o mais barato (ou com receita, se reciclável)
O erro número dois é considerar só a fatura do transportador. O custo real inclui também tratamento (quando à parte), insumos (saco, coletor) e a parcela operacional — a base do raciocínio de TCO do PGRSS.
Como ler o número
O R$/kg isolado não diz nada — o que importa é a comparação:
- Entre grupos — Grupo A muito acima do esperado pode indicar supersegregação: lixo comum indo como infectante e pagando preço de A
- No tempo — alta sem mudança de perfil indica reajuste mal acompanhado ou erro de medição
- Contra mercado — base objetiva para renegociar ou trocar o transportador, como nos gatilhos de migração
A maior economia quase nunca é “pagar menos por quilo” — é gerar menos Grupo A segregando certo, baixando o quilo mais caro.
O que fazer com o número
O R$/kg por grupo entra no painel mensal da Comissão de PGRSS, ao lado do kg/leito-dia e da não conformidade. Juntos, eles mostram não só quanto se paga, mas por que — e onde mexer.
A Seven Resíduos ajuda hospitais a estruturar o custo por grupo e usar o R$/kg para dimensionar e negociar o contrato. Veja também os indicadores do PGRSS, o ROI da reciclagem hospitalar e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Você sabe o custo por quilo do seu Grupo A? Fale com a Seven Resíduos.