A terapia renal substitutiva contínua (CRRT) é a diálise do paciente crítico — roda 24 horas, lentamente, na beira do leito da UTI. O resíduo que ela gera não é igual ao da hemodiálise convencional nem ao da diálise peritoneal, e tratar como se fosse leva ao erro.
Por que a CRRT é um caso à parte
Diferente da hemodiálise de centro (sessões de horas) e da diálise peritoneal (bolsa drenada), a CRRT funciona de forma contínua na UTI, com circuito extracorpóreo e geração constante de efluente. A RDC 222/2018 classifica o material com fluido biológico como Grupo A1; quando há agente de alta transmissibilidade ou precaução, entra a lógica do Grupo A2. O volume é contínuo e o paciente é crítico — frequentemente em isolamento.
Quem aplica o contrato de hemodiálise de centro subdimensiona a CRRT, que gera resíduo direto na UTI, não numa sala de diálise dedicada.
O que se gera no fluxo
Uma sessão de CRRT gera:
- Grupo A1 — set/linha do circuito extracorpóreo, hemofiltro/membrana, bolsa de efluente urêmico, EPI e curativo do acesso
- Grupo A2 — o mesmo material quando o paciente está em precaução por agente de alta transmissibilidade
- Grupo B — solução de anticoagulação (citrato) e medicamentos associados, conforme o caso
- Grupo E — agulha/perfurante da punção do acesso, quando aplicável
- Grupo D — embalagem secundária, papel
O ponto que mais gera erro: a bolsa de efluente urêmico vai fechada como Grupo A com o conteúdo — não se esvazia na pia (CONAMA 430), mesmo princípio da diálise peritoneal e da bolsa coletora de urina.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Descarte do efluente fechado — bolsa de efluente urêmico segue como Grupo A com o líquido; não esvaziar na pia
- Gatilho de A2 — paciente crítico em precaução gera A2; sem critério escrito, vira A1 por engano
- Coletor de Grupo A na UTI dimensionado para a CRRT — o volume é contínuo e por leito, não concentrado numa sala de diálise
A CRRT soma volume relevante de Grupo A1 por dia em UTI com vários pacientes em terapia.
O que isso muda na coleta
CRRT reforça por que o contrato precisa contemplar Grupo A1 contínuo com líquido + gatilho de A2 dentro da UTI — não um contrato de centro de diálise. O resíduo nasce no leito crítico; a coleta correta começa pela segregação certa ali.
A Seven Resíduos atende UTI e nefrologia com coleta de Grupo A1/A2 com fluido e suporte de segregação. Veja também coleta de RSS em centro de hemodiálise, como descartar resíduo de diálise peritoneal e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Sua UTI descarta a bolsa de efluente da CRRT fechada ou na pia? Fale com a Seven Resíduos.