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Compliance e Legislação 23 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Resíduo de Paramentação Cirúrgica

Capote, campo e propé nem sempre são Grupo A. Veja a regra que separa A1 de Grupo D.

por Jorge Jason
Atualizado em 23 de junho, 2026
Como Descartar Resíduo de Paramentação Cirúrgica

Capote, campo, gorro, propé, máscara: a paramentação do centro cirúrgico gera um volume enorme de resíduo descartável. E é uma das maiores fontes de erro de segregação — porque a equipe joga tudo no saco branco “porque é de cirurgia”, sem aplicar a regra que decide a classe.

Por que isso confunde

Nem toda paramentação descartável teve contato com material biológico. O capote do cirurgião encharcado de sangue é Grupo A1. Mas o propé limpo retirado na saída, o gorro sem contato, o campo de mesa que não recebeu fluido — esses são Grupo D. O mesmo item muda de classe conforme o que tocou nele.

O erro mais caro: mandar toda a paramentação para o Grupo A “por ser de bloco”. Isso infla o infectante, paga preço de A (R$ 3-5/kg) por tecido-não-tecido limpo e mascara a supersegregação.

A regra que define a classe

Para paramentação, a pergunta é uma só:

Casos práticos:

Não é “tudo de cirurgia é infectante” nem “tudo é comum” — é classificar pelo contato, como na regra de sem sangue visível não é infectante.

O que o gestor precisa garantir

Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:

  1. Coletor de Grupo D dentro/na saída do bloco — sem isso, o propé limpo vai para o saco branco por falta de onde descartar certo
  2. Regra única treinada — “contato com fluido? A. Saiu limpo? D” — uma frase, não tabela
  3. Sala com os coletores certos — o centro cirúrgico precisa de A1, A3, B, E e também D, como em como separar o lixo do centro cirúrgico

O volume de paramentação é alto: segregar pelo contato derruba o peso do Grupo A sem nenhum risco.

O que isso muda na coleta

Paramentação bem segregada é uma das maiores alavancas de redução de custo do centro cirúrgico — porque é resíduo de altíssimo volume. Não exige equipamento, exige coletor de Grupo D no lugar certo e a regra de contato treinada.

A Seven Resíduos ajuda hospitais a revisar a segregação de alto volume do bloco e reduzir o Grupo A inflado. Veja também como descartar equipo, bureta e frasco de soro, as cores das lixeiras no padrão brasileiro e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

Sua paramentação vai toda para o Grupo A por ser de cirurgia? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #centro cirúrgico #Grupo A #Grupo D #Paramentação #rdc 222

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