Capote, campo, gorro, propé, máscara: a paramentação do centro cirúrgico gera um volume enorme de resíduo descartável. E é uma das maiores fontes de erro de segregação — porque a equipe joga tudo no saco branco “porque é de cirurgia”, sem aplicar a regra que decide a classe.
Por que isso confunde
Nem toda paramentação descartável teve contato com material biológico. O capote do cirurgião encharcado de sangue é Grupo A1. Mas o propé limpo retirado na saída, o gorro sem contato, o campo de mesa que não recebeu fluido — esses são Grupo D. O mesmo item muda de classe conforme o que tocou nele.
O erro mais caro: mandar toda a paramentação para o Grupo A “por ser de bloco”. Isso infla o infectante, paga preço de A (R$ 3-5/kg) por tecido-não-tecido limpo e mascara a supersegregação.
A regra que define a classe
Para paramentação, a pergunta é uma só:
- Teve contato com sangue, fluido ou secreção do paciente? Grupo A1 (A2 se agente de alta transmissibilidade)
- Saiu limpo, sem contato biológico? Grupo D
Casos práticos:
- Capote/avental cirúrgico do campo operatório, com sangue — Grupo A1
- Propé e gorro retirados limpos, sem contato — Grupo D
- Campo descartável que recebeu fluido — Grupo A1; campo de apoio limpo descartado — Grupo D
- Máscara cirúrgica do procedimento — em geral Grupo A1 quando há contato biológico/respiratório; administrativa limpa é D
Não é “tudo de cirurgia é infectante” nem “tudo é comum” — é classificar pelo contato, como na regra de sem sangue visível não é infectante.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Coletor de Grupo D dentro/na saída do bloco — sem isso, o propé limpo vai para o saco branco por falta de onde descartar certo
- Regra única treinada — “contato com fluido? A. Saiu limpo? D” — uma frase, não tabela
- Sala com os coletores certos — o centro cirúrgico precisa de A1, A3, B, E e também D, como em como separar o lixo do centro cirúrgico
O volume de paramentação é alto: segregar pelo contato derruba o peso do Grupo A sem nenhum risco.
O que isso muda na coleta
Paramentação bem segregada é uma das maiores alavancas de redução de custo do centro cirúrgico — porque é resíduo de altíssimo volume. Não exige equipamento, exige coletor de Grupo D no lugar certo e a regra de contato treinada.
A Seven Resíduos ajuda hospitais a revisar a segregação de alto volume do bloco e reduzir o Grupo A inflado. Veja também como descartar equipo, bureta e frasco de soro, as cores das lixeiras no padrão brasileiro e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Sua paramentação vai toda para o Grupo A por ser de cirurgia? Fale com a Seven Resíduos.