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Compliance e Legislação 23 de junho, 2026 · 3 min de leitura

CONAMA 357: Por Que Importa Para o Efluente

A CONAMA 430 fala do lançamento; a 357 diz onde ele vai parar. Veja por que isso pesa.

por Jorge Jason
Atualizado em 23 de junho, 2026
CONAMA 357: Por Que Importa Para o Efluente

Quando se fala de efluente líquido hospitalar, todo mundo cita a CONAMA 430. Mas ela não trabalha sozinha: a Resolução CONAMA 357/2005 é a norma que classifica os corpos d’água e define a qualidade que eles precisam manter. Sem entender a 357, o gestor não sabe por que o limite do efluente do hospital é o que é.

O que a CONAMA 357 estabelece

A CONAMA 357/2005 classifica as águas (doces, salobras e salinas) em classes conforme os usos preponderantes — abastecimento, recreação, preservação, etc. Cada classe tem padrões de qualidade a serem mantidos. É ela que diz “este rio é classe 2, serve para abastecimento após tratamento” — e isso determina quanto de carga o corpo d’água pode receber.

A relação com o hospital: a CONAMA 430 define os padrões de lançamento do efluente; a 357 define a qualidade que o corpo receptor precisa manter. O limite do que o hospital pode lançar nasce dessa combinação.

Por que isso importa para o PGRSS

O gestor não precisa ser hidrólogo, mas precisa entender a lógica:

Ou seja: a 357 explica *por que* a regra do efluente do hospital varia conforme a localização — o mesmo raciocínio do decreto estadual de RSS.

O que o gestor deve fazer

Três ações práticas, sem virar especialista em recursos hídricos:

  1. Saber para onde vai o efluente — rede pública (ETE) ou corpo d’água; isso muda a exigência
  2. Mapear pontos de descarte líquido — laboratório, farmácia, diálise, revelação de imagem, como no diagnóstico do PGRSS
  3. Tratar o que não atende como Grupo B — não tentar “diluir para enquadrar”; o que não pode ser lançado vira resíduo coletado

O que fazer com isso

A CONAMA 357 não é mais uma norma para decorar; é a peça que dá sentido ao limite do efluente. Entender que o limite existe para proteger a classe do corpo d’água ajuda o gestor a defender por que certos líquidos viram Grupo B — e não a contestar a regra.

A Seven Resíduos apoia hospitais no enquadramento de resíduo líquido como Grupo B e na coleta correta. Veja também a CONAMA 430 (efluentes líquidos), a base da CONAMA 358 e o glossário de RSS. O texto oficial está no portal do Ministério do Meio Ambiente.

Você sabe a classe do corpo d’água que recebe o efluente do seu hospital? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #CONAMA 357 #Conformidade #Corpos d'Água #Efluente

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