A frase
“Sou laboratório de análises clínicas. Faço apenas exames — sem cirurgia, sem injeção. PGRSS é coisa de hospital/clínica que invade paciente. Eu só pipetto, dou resultado.” Errado.
4 pontos onde a generalização falha
1. RDC 7/2010 ANVISA cobre laboratório
RDC 7/2010 art. 6 §VII: “manter o gerenciamento dos resíduos gerados, incluindo programa específico (PGRSS)”. Laboratório é estabelecimento de saúde regulado, gerador de RSS independente de invasividade.
2. Punção venosa = perfurocortante + biológico
Mesmo “só fazendo exame”, laboratório usa:
- Agulha 21-25G coleta (Grupo E + A1 RA)
- Tubo a vácuo com sangue (A1 RA)
- Lâmina hematológica (A1 RA)
- Tubo cultura microbiológica (A1 RA + biológico)
Volume típico: 10-50 kg/mês mesmo em laboratório pequeno.
3. Reagentes químicos = Grupo B
Laboratório usa:
- Solvente orgânico (xilol, álcool absoluto)
- Reagente HPLC (acetonitrila, metanol)
- Solução tamponante (com tampão químico)
- Corante (cresil violeta, hematoxilina)
Vencidos = Grupo B com manifesto MTR específico.
4. Cultura microbiológica = patógeno vivo
Laboratório de bacteriologia/micologia/virologia gera:
- Placa de cultura positiva (Salmonella, Pseudomonas, fungo) = A1 RA específico
- Tubo PCR (com material genético patógeno) = A1 RA
- Antes do descarte: autoclavação obrigatória RDC 222 (esterilização in loco)
- Coletora especializada com manifesto MTR
Tabela 5 fluxos laboratório
| Fluxo | Grupo |
|---|---|
| Tubo coleta sangue | A1 RA + E (agulha) |
| Frasco urocultura/coprocultura | A1 RA + biológico |
| Reagente HPLC vencido | B (solvente orgânico) |
| Placa Petri positiva | A1 RA (autoclavar antes) |
| Cassete histopatológico | A2 |
3 erros
- “Sem agulha = sem RSS” — viola conceito gerador
- “Reagente vencido na pia” — Grupo B obrigatório
- “Cultura positiva no lixo comum” — risco biológico grave
Solicite PGRSS para laboratório — pacote RDC 7 + RDC 222 + autoclavação + biossegurança.