O posto de coleta laboratorial parece o ponto que menos gera resíduo: ele só recebe o paciente, colhe a amostra e manda tudo para o laboratório central que processa. A lógica vira “o resíduo de verdade é lá na matriz, aqui não tem”. O problema é confundir o que sai dali em direção ao laboratório com o que fica ali, gerado na própria coleta — e o que fica é RSS, no endereço do posto.
Por que o posto também é gerador
A amostra viaja para o laboratório central; o resíduo da punção, não. Agulha e escalpe ficam no posto. Tubo que vazou, algodão e gaze com sangue, garrote descartado, luva com contato — tudo isso é gerado e descartado no endereço do posto, não na matriz. O posto é, para fins de RSS, um estabelecimento gerador com CNPJ/endereço próprios: ele coleta no local, então gera Grupo A e Grupo E no local. Mandar a amostra para análise não terceiriza o resíduo da coleta.
O que o posto precisa ter, mesmo sendo “só coleta”
- Coletor de perfurocortante no ponto de punção: agulha e escalpe vão no rígido, ali mesmo.
- Saco de Grupo A para gaze e algodão com sangue: o material com contato não vai no lixo comum.
- Abrigo dimensionado ao posto: pequeno, mas existente, identificado e isolável.
- Contrato de coleta no endereço do posto: vinculado ao posto, não “coberto pelo da matriz”.
- PGRSS do posto: pode espelhar o do laboratório, mas descrevendo aquele endereço.
Onde isso vira não conformidade
O cenário clássico: a fiscalização vai ao posto de bairro e encontra agulha e gaze com sangue no lixo comum, sem contrato no endereço, porque “o laboratório central cuida do RSS”. A RDC 222 da Anvisa prende a responsabilidade ao estabelecimento gerador — o posto gera no endereço dele e responde no endereço dele. “Mandamos tudo para a matriz” vale para a amostra, não para o resíduo da coleta.
O que muda na prática
Posto de coleta laboratorial gera RSS — perfurocortante e Grupo A — no próprio endereço, mesmo enviando a amostra para análise em outro lugar. Coletor rígido no ponto de punção, saco de Grupo A, abrigo proporcional e contrato no endereço do posto é o que mantém a rede laboratorial em conformidade ponta a ponta.
A Seven Resíduos faz a coleta licenciada de RSS para postos e redes laboratoriais. Veja também a diferença do RSS: laboratório x consultório, como descartar resíduo de coleta de sangue a vácuo e o RSS na gestão de uma rede de clínicas.
Seu posto de coleta tem contrato e abrigo próprios — ou acha que “a matriz cuida do RSS”? Fale com a Seven Resíduos.