O PGRSS costuma ter muitas páginas de texto e nenhum desenho. Aí a equipe não sabe, na prática, por onde o resíduo deve ir — e o fiscal pede “me mostra o fluxo” e ninguém tem. O fluxograma do RSS é o que transforma o plano escrito em algo que a equipe executa e a fiscalização entende.
Por que o fluxograma não é enfeite
O PGRSS descreve o caminho do resíduo. Em texto, esse caminho é difícil de seguir e fácil de interpretar errado. O fluxograma mostra, num olhar, o trajeto de cada grupo: onde nasce, como é acondicionado, por onde passa, onde acumula, como sai. É a ferramenta que alinha enfermagem, hotelaria e direção sobre o mesmo fluxo — e que o auditor pede para ver.
O que o fluxograma precisa mostrar
Um fluxograma de RSS útil cobre, por grupo (A, B, E, D e C quando houver):
- Geração — onde o resíduo nasce (setor/procedimento)
- Segregação e acondicionamento — qual recipiente, qual cor, no ponto de geração
- Coleta interna — rota, horário, responsável (ABNT NBR 12.810)
- Acúmulo intermediário — o expurgo/abrigo interno por onde passa
- Abrigo externo — onde aguarda a coleta licenciada
- Coleta externa e destino — transportador, tratamento, destinação, com MTR/CDF
O bom fluxograma responde, para qualquer pessoa: “este resíduo, gerado aqui, vai para onde e como?”.
Como construir na prática
Três passos, sem ferramenta sofisticada:
- Mapear a realidade, não o ideal — desenhar o fluxo como ele acontece hoje (base do diagnóstico inicial); só assim ele bate com a operação
- Um fluxo por grupo — A, B, E, D têm caminhos diferentes; juntar tudo num diagrama só confunde
- Visual simples e afixado — caixas e setas claras; versão resumida pode ficar no ponto de geração para a equipe consultar
O fluxograma é parte do PGRSS e deve ser atualizado junto na revisão anual e a cada mudança de rota (obra, novo setor).
O que fazer com isso
Transformar a descrição textual do PGRSS num fluxograma por grupo é uma das mudanças de maior impacto e menor custo: a equipe passa a executar o que está no papel, e a fiscalização vê governança em vez de texto. É o desenho que prova que o plano é vivo.
A Seven Resíduos apoia hospitais no mapeamento do fluxo de RSS e na integração com a coleta externa licenciada. Veja também a ABNT NBR 12.810 (coleta interna), como funciona a coleta de lixo hospitalar e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Seu PGRSS tem fluxograma por grupo ou só texto? Fale com a Seven Resíduos.