A eletroconvulsoterapia (ECT) é um procedimento de psiquiatria que combina anestesia, monitorização e estímulo elétrico. O resíduo é de baixo volume, mas tem componentes que não são lixo comum — e o serviço de ECT precisa de PGRSS como qualquer área que faz procedimento com anestesia.
Por que não é “só uns eletrodos”
A ECT é feita sob anestesia geral breve, com monitorização e acesso venoso. O resíduo combina material com contato biológico, perfurante do acesso e descarte de medicamento anestésico. A RDC 222/2018 classifica material com sangue/fluido como Grupo A1, perfurante como Grupo E e sobra de anestésico/medicamento como Grupo B. Não é resíduo de consultório administrativo.
O que se gera no fluxo
Uma sessão de ECT gera:
- Grupo A1 — eletrodo descartável e gel com contato com a pele/secreção, gaze, EPI, protetor bucal descartável com saliva, material do acesso venoso
- Grupo E — agulha e cateter sobre agulha da punção venosa, ampola de vidro quebrada
- Grupo B — sobra de anestésico (propofol, etomidato), relaxante muscular, frasco/ampola com vestígio de medicamento
- Grupo D — embalagem secundária, papel
O ponto que mais gera erro: tratar o material da ECT como “lixo de consultório de psiquiatria” e mandar tudo ao comum. Tem anestésico e tem acesso venoso — segue a lógica de procedimento, não de consulta.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Caixa de perfurocortante na sala de ECT — agulha do acesso venoso vai direto à caixa rígida
- Coletor de Grupo B para sobra de anestésico — frasco/ampola com vestígio de medicamento é Grupo B, não comum (conexão com a Portaria 344 quando controlado)
- PGRSS do serviço — ECT em hospital psiquiátrico ou clínica especializada precisa de plano e coleta licenciada, como já tratamos em coleta de RSS em hospital psiquiátrico
O volume é baixo, mas a classe é de procedimento — e a fiscalização cobra exatamente isso.
O que isso muda na coleta
O serviço de ECT precisa de contrato que reconheça A1 + E + B mesmo em baixo volume — não um contrato de consultório só com Grupo D. O risco está na anestesia e no acesso venoso, não na quantidade.
A Seven Resíduos atende serviços de psiquiatria e ECT com coleta de Grupo A + B + E e suporte de PGRSS. Veja também coleta de RSS em hospital psiquiátrico, como descartar resíduo de quimioterapia e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu serviço de ECT segrega o anestésico e o acesso venoso corretamente? Fale com a Seven Resíduos.