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Compliance e Legislação 24 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Resíduo de Eletroconvulsoterapia

A ECT gera pouco resíduo, mas com classe específica. Veja o fluxo correto no serviço.

por Jorge Jason
Atualizado em 24 de junho, 2026
Como Descartar Resíduo de Eletroconvulsoterapia

A eletroconvulsoterapia (ECT) é um procedimento de psiquiatria que combina anestesia, monitorização e estímulo elétrico. O resíduo é de baixo volume, mas tem componentes que não são lixo comum — e o serviço de ECT precisa de PGRSS como qualquer área que faz procedimento com anestesia.

Por que não é “só uns eletrodos”

A ECT é feita sob anestesia geral breve, com monitorização e acesso venoso. O resíduo combina material com contato biológico, perfurante do acesso e descarte de medicamento anestésico. A RDC 222/2018 classifica material com sangue/fluido como Grupo A1, perfurante como Grupo E e sobra de anestésico/medicamento como Grupo B. Não é resíduo de consultório administrativo.

O que se gera no fluxo

Uma sessão de ECT gera:

O ponto que mais gera erro: tratar o material da ECT como “lixo de consultório de psiquiatria” e mandar tudo ao comum. Tem anestésico e tem acesso venoso — segue a lógica de procedimento, não de consulta.

O que o gestor precisa garantir

Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:

  1. Caixa de perfurocortante na sala de ECT — agulha do acesso venoso vai direto à caixa rígida
  2. Coletor de Grupo B para sobra de anestésico — frasco/ampola com vestígio de medicamento é Grupo B, não comum (conexão com a Portaria 344 quando controlado)
  3. PGRSS do serviço — ECT em hospital psiquiátrico ou clínica especializada precisa de plano e coleta licenciada, como já tratamos em coleta de RSS em hospital psiquiátrico

O volume é baixo, mas a classe é de procedimento — e a fiscalização cobra exatamente isso.

O que isso muda na coleta

O serviço de ECT precisa de contrato que reconheça A1 + E + B mesmo em baixo volume — não um contrato de consultório só com Grupo D. O risco está na anestesia e no acesso venoso, não na quantidade.

A Seven Resíduos atende serviços de psiquiatria e ECT com coleta de Grupo A + B + E e suporte de PGRSS. Veja também coleta de RSS em hospital psiquiátrico, como descartar resíduo de quimioterapia e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

Seu serviço de ECT segrega o anestésico e o acesso venoso corretamente? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #ECT #Eletroconvulsoterapia #Grupo A #psiquiatria #rdc 222

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