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Compliance e Legislação 21 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Fazer o Diagnóstico Inicial do PGRSS

Antes de escrever o PGRSS, faça o diagnóstico. Veja o que levantar e por onde começar.

por Jorge Jason
Atualizado em 21 de junho, 2026
Como Fazer o Diagnóstico Inicial do PGRSS

Muito hospital escreve o PGRSS antes de olhar o próprio resíduo. O documento sai bonito e desconectado da realidade — e a primeira fiscalização expõe isso. O diagnóstico inicial (baseline) é o passo que quase ninguém faz e que define se o PGRSS vai funcionar ou só existir.

Por que o diagnóstico vem antes do documento

O PGRSS é um plano. Plano sem leitura da situação atual é chute. O diagnóstico responde às perguntas que o documento precisa endereçar: quanto se gera, de quê, onde, como está sendo segregado hoje e onde estão os pontos fora de conformidade.

Sem isso, o hospital escreve metas genéricas e dimensiona contrato no escuro — exatamente o que vira não conformidade e custo errado.

O que levantar no baseline

Um diagnóstico inicial útil cobre, no mínimo:

  1. Mapa de geração — quais setores geram, o quê e em que volume aproximado (UTI, CC, laboratório, farmácia, ambulatório)
  2. Pesagem por grupo — kg/mês de A, B, E, D, mesmo que estimado por amostragem; é o número que dimensiona tudo
  3. Pontos de geração e fluxo interno — onde nascem os resíduos e por onde passam até o abrigo
  4. Situação do abrigo e dos coletores — estado, capacidade, sinalização, conformidade com a RDC 50
  5. Documentação atual — contrato de coleta, MTR/CDF, treinamento NR-32, licenças do transportador/tratador
  6. Gaps — lista objetiva do que está fora de conformidade hoje

Como transformar o diagnóstico em plano

O baseline vira PGRSS quando cada gap recebe ação, responsável e prazo. A sequência prática:

Isso conecta direto com a Comissão de PGRSS: o diagnóstico é o primeiro item de pauta de uma comissão que está começando ou revisando o plano.

O que fazer com isso

Diagnóstico não precisa ser projeto de meses. Uma semana de levantamento estruturado (mapa + pesagem por amostragem + checklist de gaps) já dá base sólida para um PGRSS realista — e para um contrato de coleta dimensionado de verdade.

A Seven Resíduos apoia hospitais no diagnóstico de geração e no dimensionamento do contrato a partir do volume real. Veja também como montar o orçamento anual do PGRSS, a auditoria interna do PGRSS e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.

Seu PGRSS foi escrito com diagnóstico ou no escuro? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Baseline #Diagnóstico PGRSS #Governança #Implantação #rdc 222

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