Cirurgia ortopédica de grande porte — artroplastia de quadril, joelho, revisão de prótese — gera um mix de resíduo que poucos contratos de coleta dimensionam direito. Não é só “lixo de bloco”. Cada item tem uma classe diferente, e errar a do cimento ósseo é o equívoco mais comum.
O caso do cimento ósseo (PMMA)
O cimento ortopédico é polimetilmetacrilato (PMMA), preparado na sala misturando pó e monômero líquido. A sobra endurecida e o monômero residual têm composição química — isso classifica a sobra como Grupo B, não Grupo D nem Grupo A.
Erro frequente: bloco de cimento endurecido jogado no saco comum “porque virou plástico duro”. O resíduo de PMMA com monômero residual é químico regulado. Vai em recipiente rígido de Grupo B.
Os outros resíduos da artroplastia
A cirurgia gera, simultaneamente:
- Fragmento ósseo, cabeça femoral, osso ressecado — peça anatômica, Grupo A3 (incineração obrigatória, salvo destinação específica)
- Prótese explantada (revisão) — Grupo A1 quando contaminada por tecido/fluido; prótese nova com defeito vai para devolução ao fabricante (logística reversa, economia relevante)
- Fio de Kirschner, serra, broca, lâmina — Grupo E (perfurocortante)
- Gaze, compressa, campo, EPI com sangue — Grupo A1
- Cimento com antibiótico (espaçador infectado) — Grupo B + A1 conforme contaminação
O volume de A3 surpreende: revisão de prótese com grande ressecção óssea pode gerar 0,5-2 kg de peça anatômica por procedimento.
O que o gestor precisa garantir
Três ações resolvem a maior parte das não conformidades:
- Sala com 4 coletores — A1, A3, B (cimento) e E, sinalizados; sem isso a equipe mistura sob pressão de tempo cirúrgico
- Termo de peça anatômica — fragmento ósseo A3 precisa de identificação e registro, igual ao fluxo de placenta e peça anatômica
- Fluxo de OPME — prótese com defeito tem rastreabilidade lote-paciente e devolução ao fabricante; descartar uma prótese nova de R$ 5-30 mil no Grupo A é prejuízo evitável
Centro ortopédico de médio porte (20-60 cirurgias/mês de grande porte) gera 80-250 kg/mês somando A3, B e A1 cirúrgico.
O que isso muda na coleta
Ortopedia cirúrgica precisa de contrato que contemple Grupo A3 e Grupo B simultâneos com frequência compatível com a agenda cirúrgica — não um contrato linear de Grupo A. Quem trata como “bloco comum” subdimensiona o A3 e perde controle do PMMA.
A Seven Resíduos atende centros ortopédicos com coleta de Grupo A3 + Grupo B cimento + suporte para devolução de OPME. Veja também como separar o lixo do centro cirúrgico, como descartar gesso e tala ortopédica e a base da logística reversa pela Lei 12.305. A classificação segue a RDC 222 da Anvisa.
Seu centro ortopédico segrega o cimento ósseo corretamente? Fale com a Seven Resíduos.