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Compliance e Legislação 20 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Cimento Ósseo e Prótese

Artroplastia gera cimento ósseo, fragmento e prótese. Veja a classe certa de cada resíduo.

por Jorge Jason
Atualizado em 20 de junho, 2026
Como Descartar Cimento Ósseo e Prótese

Cirurgia ortopédica de grande porte — artroplastia de quadril, joelho, revisão de prótese — gera um mix de resíduo que poucos contratos de coleta dimensionam direito. Não é só “lixo de bloco”. Cada item tem uma classe diferente, e errar a do cimento ósseo é o equívoco mais comum.

O caso do cimento ósseo (PMMA)

O cimento ortopédico é polimetilmetacrilato (PMMA), preparado na sala misturando pó e monômero líquido. A sobra endurecida e o monômero residual têm composição química — isso classifica a sobra como Grupo B, não Grupo D nem Grupo A.

Erro frequente: bloco de cimento endurecido jogado no saco comum “porque virou plástico duro”. O resíduo de PMMA com monômero residual é químico regulado. Vai em recipiente rígido de Grupo B.

Os outros resíduos da artroplastia

A cirurgia gera, simultaneamente:

O volume de A3 surpreende: revisão de prótese com grande ressecção óssea pode gerar 0,5-2 kg de peça anatômica por procedimento.

O que o gestor precisa garantir

Três ações resolvem a maior parte das não conformidades:

  1. Sala com 4 coletores — A1, A3, B (cimento) e E, sinalizados; sem isso a equipe mistura sob pressão de tempo cirúrgico
  2. Termo de peça anatômica — fragmento ósseo A3 precisa de identificação e registro, igual ao fluxo de placenta e peça anatômica
  3. Fluxo de OPME — prótese com defeito tem rastreabilidade lote-paciente e devolução ao fabricante; descartar uma prótese nova de R$ 5-30 mil no Grupo A é prejuízo evitável

Centro ortopédico de médio porte (20-60 cirurgias/mês de grande porte) gera 80-250 kg/mês somando A3, B e A1 cirúrgico.

O que isso muda na coleta

Ortopedia cirúrgica precisa de contrato que contemple Grupo A3 e Grupo B simultâneos com frequência compatível com a agenda cirúrgica — não um contrato linear de Grupo A. Quem trata como “bloco comum” subdimensiona o A3 e perde controle do PMMA.

A Seven Resíduos atende centros ortopédicos com coleta de Grupo A3 + Grupo B cimento + suporte para devolução de OPME. Veja também como separar o lixo do centro cirúrgico, como descartar gesso e tala ortopédica e a base da logística reversa pela Lei 12.305. A classificação segue a RDC 222 da Anvisa.

Seu centro ortopédico segrega o cimento ósseo corretamente? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Artroplastia #Cimento Ósseo #Grupo A3 #Ortopedia #rdc 222

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