Nutrição parenteral total (NPT) é manipulada em cabine asséptica e infundida por cateter central. O resíduo que sobra disso confunde gestor: parece “soro vencido”, mas tem componentes que mudam a classificação — e a sala de manipulação segue regra de área limpa.
Por que não é só “bolsa de soro”
A NPT é uma mistura complexa — aminoácidos, glicose, lipídios, eletrólitos, vitaminas, oligoelementos — preparada na farmácia em cabine de fluxo laminar (RDC 67/2007, boas práticas de manipulação). O resíduo gerado não é resíduo comum: tem componente biológico (uso no paciente) e componente químico (aditivos e medicamentos associados).
Quem joga bolsa de NPT vencida na pia comete infração ambiental (CONAMA 430) e, dependendo do aditivo, descarte irregular de Grupo B.
O que se gera no fluxo
O resíduo aparece em dois momentos — manipulação e administração:
- Grupo B — bolsa de NPT vencida ou não administrada com aditivo medicamentoso, frasco de vitamina/oligoelemento, sobra de aditivo, EPI de manipulação com resíduo químico
- Grupo A1 — equipo e bolsa pós-infusão com contato com o paciente, curativo do cateter central, EPI contaminado na beira do leito
- Grupo E — agulha de aspiração, agulha de aditivo, lâmina
- Grupo D — embalagem secundária, papel
O ponto que mais gera erro: bolsa de NPT preparada e não administrada (paciente teve alta, óbito ou mudança de prescrição) volta como Grupo B quando contém medicamento aditivado — não como Grupo A nem lixo comum.
O que o gestor precisa garantir
Três ações resolvem a maioria das não conformidades:
- Coletor de Grupo B na sala de manipulação — a cabine gera sobra de aditivo e frasco vazio com vestígio; limpeza terminal da cabine também gera Grupo B
- Fluxo da bolsa não administrada — definir destino claro (Grupo B) antes do acúmulo na geladeira “para descartar depois”
- Segregação na beira do leito — equipo pós-infusão é A1, separado do perfurocortante (E)
Um serviço hospitalar de terapia nutricional de médio porte gera, tipicamente, 20-80 kg/mês somando B e A1.
O que isso muda na coleta
Terapia nutricional precisa de contrato que contemple Grupo B com origem em manipulação — frequência alinhada ao preparo diário e ao fluxo de bolsas não administradas. Contrato genérico de Grupo A subdimensiona o B e perde o controle químico.
A Seven Resíduos atende serviços de terapia nutricional com coleta de Grupo B de manipulação + Grupo A1 + suporte de PGRSS. Veja também como descartar resíduo de quimioterapia, o glossário de RSS e a base da CONAMA 358. As boas práticas de manipulação estão na Anvisa.
Seu serviço de NPT segrega a bolsa não administrada corretamente? Fale com a Seven Resíduos.