Necrotério hospitalar e Serviço de Verificação de Óbito (SVO) geram um resíduo que quase nenhum PGRSS detalha bem — e que, quando classificado errado, vira não conformidade grave. Não é “lixo de setor administrativo”. É Grupo A em suas formas mais sensíveis.
Por que exige cuidado específico
O necrotério e o SVO lidam com peça anatômica, fragmento de tecido pós-necropsia e fluido cadavérico. A RDC 222/2018 classifica peça anatômica e tecido como Grupo A3, e material com fluido biológico como Grupo A1. Não há “espaço para improviso”: é resíduo infectante e anatômico, com fluxo e documentação próprios.
Tratar avental, compressa e fragmento de necropsia como lixo comum é infração direta — e expõe o trabalhador a risco biológico relevante.
O que se gera no fluxo
A rotina de necrotério/SVO gera:
- Grupo A3 — fragmento de tecido e peça anatômica de necropsia (quando não há retorno ao corpo), restos de víscera amostrada
- Grupo A1 — gaze, compressa, avental, campo e EPI com fluido cadavérico; serragem óssea com tecido
- Grupo B — formol e fixadores de amostra para histopatologia, soluções de conservação descartadas
- Grupo E — lâmina de necropsia, agulha, serra
- Grupo D — embalagem, papel
O ponto que mais gera erro: formol usado na amostra anatomopatológica é Grupo B químico — não vai na pia (CONAMA 430) nem junto do Grupo A.
O que o gestor precisa garantir
Três ações resolvem a maioria das não conformidades:
- Coletor de Grupo A3 identificado na sala de necropsia — peça anatômica tem fluxo igual ao de placenta e peça anatômica: termo, identificação, refrigeração até a coleta
- Recipiente de Grupo B para fixadores — formol e líquido de conservação separados, com neutralização quando exigido
- EPI reforçado e fluxo de A1 — o risco biológico no necrotério é alto; a segregação correta protege a equipe (NR-32)
O volume é baixo em massa, mas crítico em risco e documentação. Um SVO/necrotério hospitalar gera, tipicamente, 20-80 kg/mês somando A3, A1 e B.
O que isso muda na coleta
Necrotério e SVO precisam de contrato que contemple Grupo A3 com incineração e Grupo B de fixador, com a documentação de peça anatômica fechando o ciclo (CONAMA 491 para emissão do incinerador). Contrato genérico de Grupo A não cobre esse fluxo.
A Seven Resíduos atende necrotérios e SVO com coleta de Grupo A3 + B fixador + rastreabilidade de peça anatômica. Veja também como separar o lixo do centro cirúrgico, a base da CONAMA 358 e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu necrotério tem fluxo documentado de peça anatômica? Fale com a Seven Resíduos.