A frase
“Comprei modelo de PGRSS de R$ 250 na internet. Vou trocar nome+CNPJ e usar. PGRSS é genérico, todo mundo faz a mesma coisa.” Errado.
4 pontos onde a generalização falha
1. RDC 222 art. 6: PGRSS específico ao gerador
Texto: “O PGRSS deve ser elaborado para cada estabelecimento gerador, considerando suas características e processos específicos”. Modelo genérico = descumprimento explícito.
2. Volume e tipo de RSS dependem da especialidade
Comparativo absurdo:
- Consultório dentista geral: 3-7 kg/mês, sem Grupo B controlado
- Hospital oncológico 50 leitos: 800-1500 kg/mês, Grupo B alta complexidade
- CAPS-AD: 50-150 kg/mês, Portaria 344
- Lavanderia hospitalar: 200-500 kg/mês roupa contaminada
Cada um exige plano específico com fluxos, volumes, recipientes, frequência coleta diferentes.
3. Layout físico é único
PGRSS exige descrição de:
- Sala procedimento (planta)
- Sala expurgo (área e ventilação)
- Abrigo externo (acessibilidade caminhão)
- Fluxos limpo/sujo (não cruzar)
Cada estabelecimento = layout único. Modelo padrão tem layout fictício.
4. RT é nominativo + escopo específico
ART exige nome+CRBM+escopo+endereço. Não é transferível. Modelo padrão tem RT fictício.
Custo modelo vs PGRSS real
- Modelo da internet R$ 250: nulo em fiscalização VISA
- PGRSS real customizado: R$ 1500-5000 inicial + R$ 130-1500/mês operação
- Multa por modelo padrão: R$ 5-25k + cassação alvará
O que VISA detecta em modelo padrão
- Endereço genérico (“Rua das Flores, 123”)
- Layout não bate com o real
- ART de outro profissional
- Volume não compatível com porte
- Especialidades fora do escopo da clínica
3 erros
- “Vou customizar manualmente” — reescrever 80%+ do plano = mais barato fazer do zero
- “Coletora vai cobrir” — coletora apenas transporta, não emite PGRSS
- “Vou pagar a multa quando vier” — cassação do alvará trava a operação
Solicite PGRSS customizado — visita técnica + plano específico + ART do RT.