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Compliance e Legislação 16 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Amalgama Dental?

Amálgama tem mercúrio — vai em frasco com água, não no lixo nem na pia. Veja o fluxo correto e a regulação.

por Jorge Jason
Atualizado em 16 de junho, 2026
Como Descartar Amalgama Dental?

Amálgama dental contém mercúrio — entre 43% e 50% do peso da restauração. Mercúrio é metal pesado tóxico, neurotóxico, com bioacumulação em cadeia alimentar. Não pode ir no lixo comum, no esgoto, na pia ou no Grupo A. Tem fluxo próprio, regulado por CONAMA 358/2005 + RDC 222/2018 + protocolos da OMS.

De onde vem o resíduo de amálgama

O consultório/clínica gera amálgama de descarte em três situações:

  1. Sobra de manipulação — porção não usada após preparo da restauração
  2. Remoção de restauração antiga — fragmento extraído com broca durante substituição
  3. Filtro de sugador e cuspideira — partículas que escapam durante o procedimento

Em consultório com 20 procedimentos restauradores/mês, gera-se em média 30-80g de resíduo de amálgama.

O fluxo correto

A regra OMS + CONAMA:

1. Coletor específico

Frasco rígido, com tampa hermética, contendo água (cobrir o amálgama) ou solução de fixação. Identificado com símbolo de risco químico + “Amálgama / Mercúrio” + endereço do consultório.

2. Acumular sem misturar

Manter o frasco fechado, em local ventilado, longe de calor (mercúrio vaporiza a partir de 20°C). Não misturar com outros resíduos de Grupo B.

3. Separador de amálgama no equipo

Equipo odontológico moderno deve ter separador de amálgama com eficiência ≥95% pela ISO 11143. Captura partículas que iriam para a rede de esgoto via cuspideira. Em SP, Cetesb exige o separador desde 2018.

4. Coleta especializada

Transportador licenciado para resíduo perigoso (Classe I) com MTR específico. Destinação:

5. Documentação

Arquivar MTR + comprovante de destinação por 5 anos + registro do volume mensal gerado.

Os erros mais graves

  1. Despejar amálgama na pia — a infração mais autuada. Mercúrio na rede de esgoto chega ao manancial e contamina água, peixe, paciente final. Multa CONAMA 430 + 9.605 (crime ambiental).
  2. Misturar com Grupo A — vai para autoclave que não inativa mercúrio. Pior: aquecimento vaporiza Hg, contamina a câmara da autoclave.
  3. Frasco aberto na bancada — evaporação contínua de mercúrio expõe equipe. Cumulativo, gera neurotoxicidade crônica.

A regulação internacional

A Convenção de Minamata sobre Mercúrio (Brasil ratificou em 2018, vigência plena em 2025) determina a redução gradual do uso de amálgama dental. Países europeus e EUA estão substituindo por compósitos. No Brasil, a transição é lenta, mas a Cetesb e ANVISA já restringem aplicação em gestantes e crianças <15 anos.

Quanto mais cedo o consultório migrar para compósito (resina), menor o problema com resíduo de amálgama.

Custo de coleta especializada

A coleta de amálgama é mais cara que RSS comum — cerca de R$ 5 a R$ 15 por frasco de 100g, dependendo da região. Consultório com pouco volume pode acumular até 6 meses antes da coleta (mantendo frasco fechado em ventilação).

A Seven Resíduos faz coleta de resíduo de amálgama dental com transporte Classe I e recuperação de mercúrio — MTR específico + comprovante de destinação ambiental.

Seu consultório descarta amálgama corretamente? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #amálgama #CONAMA #Grupo B #mercúrio #Odontologia

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