“A gente segrega bem.” Bem em relação a quê? Sem uma meta de segregação, “bem” é opinião — não dá para saber se o hospital melhorou, piorou ou está jogando dinheiro fora no Grupo A. A meta de segregação é o número que transforma a segregação de impressão em gestão.
Por que a meta importa
A segregação correta é a maior alavanca de custo do PGRSS: resíduo de Grupo A custa muito mais que o Grupo D para destinar. Quando material comum vai para o saco branco, o hospital paga preço de infectante por lixo comum. A meta de segregação mede exatamente isso — quanto do que se gera está sendo classificado e separado de forma correta — e dá um alvo para perseguir.
Sem meta, ninguém sabe se a próxima campanha de treinamento valeu a pena.
Em que se baseia a meta
A meta não é um número inventado. Ela parte de três referências:
- Baseline próprio — quanto o hospital gera hoje por grupo (a pesagem por grupo, não o total)
- Benchmark da literatura — em muitos hospitais, o Grupo A fica na faixa de 30-45% do total; gerar muito acima disso costuma indicar má segregação, não mais risco
- Realidade do perfil — UTI, oncologia e centro cirúrgico têm proporção naturalmente diferente de uma clínica ambulatorial
A meta boa é alcançável e específica do serviço: “reduzir o Grupo A de X% para Y% em N meses”, não “segregar melhor”.
O cuidado com a supersegregação
Existe o erro oposto: mandar resíduo do Grupo D para o A “por garantia”. Isso infla o custo e mascara o indicador. A meta precisa olhar os dois lados — não classificar a menos (risco) nem a mais (custo). É a mesma lógica de nem todo resíduo de paciente é infectante.
O que fazer com a meta
A meta vira gestão quando entra no ciclo: medir, comparar com o alvo, agir onde está fora e levar à Comissão de PGRSS. É um dos indicadores do PGRSS que mais conversa com o bolso e com a fiscalização ao mesmo tempo.
A Seven Resíduos fornece dados de pesagem por grupo que sustentam a meta de segregação. Veja também como funciona a pesagem do RSS, como reduzir o custo do PGRSS e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Seu hospital tem uma meta de segregação ou só uma impressão? Fale com a Seven Resíduos.