Broncoscopia tem um detalhe que muda o PGRSS do serviço: o risco respiratório. Lidar com via aérea significa possível exposição a tuberculose e outros agentes de transmissão respiratória — e isso eleva a classe de parte do resíduo. Tratar como endoscopia digestiva comum subdimensiona o risco.
Por que o risco respiratório importa
O broncoscópio acessa a via aérea inferior. Quando o paciente tem (ou pode ter) tuberculose, micobactéria ou outro agente de transmissão respiratória, o material com secreção entra na lógica do Grupo A2 — risco biológico com agente de maior transmissibilidade — não apenas A1.
Quem segrega tudo como A1 padrão ignora o cenário que mais exige cuidado em pneumologia: o paciente bacilífero.
O que se gera no fluxo
Um procedimento de broncoscopia gera:
- Grupo A1/A2 — gaze e EPI com secreção respiratória, escova citológica, material de lavado broncoalveolar descartado, curativo; A2 quando há suspeita/confirmação de TB ou agente de alta transmissibilidade
- Grupo B — solução de reprocessamento do broncoscópio (glutaraldeído, OPA, ácido peracético) usada e descartada, com neutralização quando exigido
- Grupo E — agulha de punção transbrônquica, pinça/escova com ponta cortante descartável, lâmina
- Grupo D — embalagem secundária, papel
O broncoscópio em si é reprocessado no CME/endoscopia (não é resíduo); o resíduo crítico é a solução de desinfecção de alto nível (Grupo B) e o material com secreção (A1/A2).
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Definir o gatilho de Grupo A2 — protocolo claro: paciente com suspeita/confirmação de TB gera A2; sem critério, tudo vira A1 por engano
- Coletor de Grupo B para a solução de DAN — glutaraldeído/OPA usado não vai na pia (CONAMA 430); recipiente próprio com neutralização quando aplicável
- EPI e fluxo respiratório — a proteção da equipe (NR-32) e a segregação correta andam juntas no procedimento broncoscópico
O volume é baixo em massa, alto em criticidade. Um serviço de broncoscopia de médio porte gera tipicamente 10-30 kg/mês somando A, B e E.
O que isso muda na coleta
Broncoscopia precisa de contrato que contemple Grupo B de desinfecção de alto nível e o gatilho de A2 — não um contrato linear de Grupo A. O risco respiratório é o diferencial, igual ao raciocínio de como descartar material de endoscopia.
A Seven Resíduos atende serviços de endoscopia respiratória com coleta de Grupo B de DAN + A1/A2 + suporte de PGRSS. Veja também como descartar aparelho respiratório, o glossário de RSS e a base da CONAMA 358. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu serviço de broncoscopia tem gatilho definido para Grupo A2? Fale com a Seven Resíduos.