A frequência de coleta foi definida quando o contrato foi assinado — e ninguém olhou para ela de novo. O hospital cresceu, mudou de perfil, abriu leitos, e a coleta continua duas vezes por semana porque “sempre foi assim”. Frequência de coleta não é número fixo para sempre: é parâmetro que precisa ser revisado quando a realidade muda.
Por que a frequência envelhece
A frequência certa é a que tira o resíduo antes de ele virar problema: antes de o abrigo estourar, antes de o Grupo A acumular tempo demais, antes de o odor e o vetor aparecerem. Esse equilíbrio foi calculado para uma geração específica. Quando a geração muda e a frequência não acompanha, o hospital passa a operar fora do que o próprio PGRSS previu — sem perceber.
O sintoma aparece no abrigo, não no contrato.
Os gatilhos que pedem revisão
Vale revisar a frequência quando acontece algum destes sinais:
- Abrigo no limite — resíduo encostando na capacidade antes da próxima coleta, sem margem
- Mudança de perfil — novos leitos, novo serviço (UTI, centro cirúrgico, diálise), mais procedimentos
- Pico sazonal recorrente — surto e campanha que repetem todo ano e sempre apertam (pico sazonal)
- Acúmulo de Grupo A — material biológico parado tempo demais, especialmente sem refrigeração
- Não conformidade repetida — ocorrências de superlotação ou atraso de coleta que voltam
Frequência demais também é problema: paga-se coleta ociosa. Revisar é ajustar nos dois sentidos.
Como revisar sem achismo
A revisão se apoia em dado, não em sensação: pesagem por período, ocupação do abrigo na véspera da coleta, ocorrências registradas. Com isso, a Comissão de PGRSS decide aumentar, reduzir ou redistribuir as coletas — e registra a decisão. Frequência revisada com base em indicador é defensável; mudada por reclamação não é.
O que isso muda na coleta
Contrato de coleta bom prevê ajuste de frequência sem renegociar tudo do zero. Revisar periodicamente — e não só quando dá problema — mantém o custo proporcional à geração real e o abrigo dentro da norma.
A Seven Resíduos dimensiona coleta de RSS por perfil e ajusta a frequência conforme a geração. Veja também o que fazer quando a coleta atrasa, a higienização do carro de coleta e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Quando foi a última vez que seu hospital revisou a frequência de coleta? Fale com a Seven Resíduos.