A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é o setor que ninguém lembra na hora de pensar o PGRSS — fica entre o centro cirúrgico e a enfermaria, e o resíduo dela costuma ser tratado “como sobra do bloco” ou jogado no comum porque “a cirurgia já acabou”. Nenhum dos dois está certo.
Por que a SRPA gera resíduo próprio
Na SRPA o paciente está acordando da anestesia, ainda monitorado, com acesso venoso, às vezes com sonda, dreno, oxigênio e episódios de êmese. É um setor de alta densidade de procedimentos por leito, num intervalo curto. O resíduo não é “o que sobrou da cirurgia”: é gerado ali, no pós-operatório imediato, e tem a classe do que se faz na SRPA — não a do bloco nem a da enfermaria.
A classe vem do contato e do procedimento, não do “a cirurgia já terminou”.
O que se gera na SRPA
O fluxo da SRPA costuma ter:
- Grupo A1 — gaze e curativo com sangue/secreção, material de êmese, EPI com contato, equipo e acesso com sangue
- Grupo E — agulha, cateter com mandril, lâmina; vão na caixa rígida
- Grupo B — sobra de anestésico/medicamento, especialmente o controlado da Portaria 344
- Grupo D — embalagem secundária limpa, papel sem contato
O ponto que mais gera erro: tratar tudo como Grupo A “porque veio do cirúrgico” (infla custo) ou jogar no comum “porque o paciente está estável” (risco e não conformidade). A SRPA precisa de coletor de A, E, B e D no ponto, como qualquer setor assistencial.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- A SRPA tem seus próprios coletores — não é “extensão do bloco” nem “antessala da enfermaria”
- Caixa de perfurocortante no leito de recuperação — acesso venoso e cateter geram Grupo E ali
- Sobra de anestésico é Grupo B — o que veio do controlado segue a regra do fármaco
A densidade de procedimentos por leito-hora na SRPA é alta — pouca permanência, muito manejo.
O que isso muda na coleta
SRPA bem segregada evita inflar o Grupo A do bloco e evita o risco de mandar material assistencial para o comum. É um setor pequeno que, mal classificado, distorce o indicador do centro cirúrgico inteiro — o mesmo princípio de organizar o ponto de geração.
A Seven Resíduos atende hospitais com coleta de RSS e orientação de segregação por setor e PGRSS. Veja também como separar o lixo do centro cirúrgico, como descartar resíduo de aplicação de injeção e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
A SRPA do seu hospital tem coletores próprios ou herda os do bloco? Fale com a Seven Resíduos.