O Grupo D é o resíduo que ninguém olha — e o que mais aparece. É o maior volume gerado em qualquer serviço de saúde e, paradoxalmente, o que mais vira dinheiro jogado fora: por preguiça ou medo, ele acaba no saco branco e passa a custar preço de infectante. Entender o Grupo D é a forma mais rápida de reduzir o custo do PGRSS.
O que define o Grupo D
Pela RDC 222/2018, o Grupo D é o resíduo que não apresenta risco biológico, químico ou radiológico — equiparável ao resíduo comum domiciliar. É o resíduo que não teve contato biológico de risco: embalagem, papel, papelão, plástico, vidro comum, restos de área não assistencial, resíduo de acompanhante.
A classe vem da ausência de risco, não do lugar: papel da recepção é Grupo D; embalagem de material que nunca tocou paciente é Grupo D.
O que costuma ser Grupo D no hospital
O Grupo D aparece o tempo todo:
- Recicláveis secos — papel, papelão, plástico, vidro comum, metal sem contato biológico
- Orgânico — restos de cozinha e refeitório, conforme a regra local
- Comum não reciclável — o rejeito que não se enquadra acima
- Material de área administrativa — recepção, escritório, almoxarifado, sem contato de risco
O ponto que mais custa: jogar Grupo D no saco branco “por garantia”. O Grupo A custa muito mais para destinar; mandar comum para o infectante é desperdício puro, e ainda distorce a meta de segregação.
O Grupo D também tem regra
Comum não significa “sem responsabilidade”. O Grupo D entra na Política Nacional de Resíduos Sólidos: exige destinação adequada, e o reciclável tem hierarquia de prioridade (não aterrar o que pode ser reciclado). Resíduo comum mal destinado também gera não conformidade — só que ambiental, não sanitária.
O que fazer na prática
Coletor de Grupo D no ponto de geração, separado por reciclável e rejeito quando a unidade tiver destino para isso; critério escrito para a equipe sobre o que é D e o que é A. Junto com Grupo A, Grupo B, Grupo C e Grupo E, o Grupo D fecha a classificação da RDC 222.
A Seven Resíduos apoia hospitais com coleta e destinação por grupo, com aproveitamento do reciclável. Veja também mito: todo resíduo de paciente é infectante, como reduzir o custo do PGRSS e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Quanto do seu saco branco é, na verdade, Grupo D? Fale com a Seven Resíduos.