Sonda nasogástrica e nasoenteral é rotina em UTI, enfermaria, geriatria e home care: alimentação por dieta, drenagem gástrica, administração de medicação. Cada troca deixa sonda usada, equipo de dieta, frasco/bolsa e, muitas vezes, conteúdo gástrico. O erro clássico: esvaziar o conteúdo na pia e jogar a sonda no lixo comum “porque é só uma mangueirinha”.
Por que não é resíduo comum
A sonda fica em contato com conteúdo gástrico/entérico — fluido biológico. A RDC 222/2018 classifica material com fluido/secreção biológica como Grupo A1. A sonda usada, o equipo de dieta, o frasco/bolsa com resíduo de conteúdo e o EPI que teve contato entram nessa classe.
Quando o paciente está sob precaução por agente de alta transmissibilidade, entra a lógica do Grupo A2. A classe vem do contato biológico, não da aparência “de mangueira limpa” — mesma lógica de sem sangue visível não é infectante.
O que se gera no procedimento
A sondagem enteral gera, num fluxo só:
- Grupo A1 — sonda usada, equipo de dieta, frasco/bolsa com resíduo de conteúdo, seringa de teste sem agulha com conteúdo, EPI com contato
- Grupo A2 — o mesmo material quando há precaução por agente de alta transmissibilidade
- Grupo B — sobra de medicamento administrado pela sonda, especialmente o controlado da Portaria 344
- Grupo D — embalagem secundária limpa, papel, frasco de dieta sem resíduo relevante conforme a regra
O ponto que mais gera erro: esvaziar o conteúdo gástrico ou a sobra de dieta na pia. Conteúdo biológico não vai para o esgoto comum — é descarte irregular de Grupo A (o ralo é fiscalizado).
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Coletor de Grupo A no ponto — sonda e equipo vão direto ao saco branco, não ao lixo do leito
- Não esvaziar conteúdo na pia — frasco/bolsa com resíduo vai inteiro ao Grupo A1
- Sobra de medicamento é Grupo B — o que foi administrado pela sonda e sobrou segue a regra do fármaco
O volume é alto e contínuo em UTI e geriatria — paciente em dieta enteral gera resíduo todo dia.
O que isso muda na coleta
Serviço com muita sondagem enteral — UTI, geriatria, home care — gera Grupo A1 contínuo por leito, com B associado. O contrato precisa reconhecer esse volume; o risco está no conteúdo biológico, não no diâmetro da sonda.
A Seven Resíduos atende hospitais, UTIs e home care com coleta de Grupo A e B com PGRSS. Veja também como descartar sonda vesical usada, como descartar resíduo de aspiração de secreção e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
No seu serviço, o conteúdo da sonda é esvaziado na pia? Fale com a Seven Resíduos.