“Grupo D é lixo comum, então pode ir em qualquer lugar — a responsabilidade acaba aí.” Essa frase trata o resíduo comum do hospital como se ele saísse da esfera de obrigação do gerador. Não sai. O Grupo D tem menos risco que o A, mas não tem zero responsabilidade.
Por que “comum” não é “sem dono”
O Grupo D não oferece risco biológico, químico ou radiológico — por isso é equiparado ao resíduo domiciliar. Mas “equiparado ao domiciliar” significa que ele segue as regras do resíduo comum, não que ele desaparece da responsabilidade do gerador. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305) alcança todo resíduo, inclusive o comum: destinação adequada, prioridade de reciclagem, proibição de descarte irregular.
Menos risco sanitário não é ausência de obrigação ambiental.
O que o Grupo D ainda exige
Mesmo sendo comum, o Grupo D tem deveres:
- Destinação adequada — aterro licenciado ou reciclagem, não descarte irregular
- Hierarquia da PNRS — o reciclável tem prioridade sobre o aterro; aterrar o que dá para reciclar é contramão da lei
- Não contaminar o que é reaproveitável — reciclável do hospital só vale se não teve contato biológico (reciclável não precisa ser lavado, precisa nunca ter sido contaminado)
- Rastreabilidade proporcional — saber para onde vai, mesmo o comum
O detalhe que engana: como o Grupo D não “machuca”, o hospital relaxa — e descobre na fiscalização ambiental que destinar comum em local irregular também é infração.
Por que o mito custa nos dois sentidos
Achar que o Grupo D “não tem responsabilidade” leva a dois prejuízos: o hospital perde o valor do reciclável (que poderia reduzir custo) e se expõe a autuação ambiental por destinação irregular. É o oposto de gestão — é abrir mão de economia e assumir risco ao mesmo tempo.
O que fazer no lugar
Tratar o Grupo D como parte do PGRSS, não como sobra sem dono: segregar reciclável de rejeito, exigir destinação adequada e comprovável, e aproveitar o que tem valor. É a forma de transformar o maior volume do hospital de custo em oportunidade — junto com a lógica de reduzir o custo do PGRSS.
A Seven Resíduos opera coleta e destinação por grupo, com aproveitamento do reciclável e comprovação. Veja também RDC 222: o que é o Grupo D, mito: resíduo reciclável precisa ser lavado e o glossário de RSS. A base está na RDC 222 da Anvisa e na PNRS.
Seu hospital sabe para onde vai o Grupo D — e aproveita o reciclável? Fale com a Seven Resíduos.