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Compliance e Legislação 26 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Resíduo de Paracentese e Toracocentese

Líquido de ascite e de derrame pleural é material biológico. Veja a classe correta.

por Jorge Jason
Atualizado em 26 de junho, 2026
Como Descartar Resíduo de Paracentese e Toracocentese

Paracentese (drenagem de líquido do abdome) e toracocentese (drenagem de líquido do tórax) são rotina em enfermaria, UTI, oncologia e pronto-atendimento. Cada procedimento gera frasco ou bolsa com vários litros de líquido corporal, agulha/cateter e gaze. O erro clássico: esvaziar o frasco de ascite na pia “porque é só água amarela”.

Por que não é resíduo comum

O líquido drenado — ascítico, pleural — é fluido corporal, material biológico. A RDC 222/2018 classifica resíduo com fluido biológico como Grupo A1. O frasco/bolsa coletor com o líquido, a agulha/cateter de punção, a gaze e o EPI que tiveram contato entram nessa classe.

Quando o paciente está sob precaução por agente de alta transmissibilidade, entra a lógica do Grupo A2. O volume é grande (vários litros), mas a classe vem do contato biológico, não da aparência translúcida do líquido — mesma lógica de sem sangue visível não é infectante.

O que se gera no procedimento

A paracentese/toracocentese gera, num fluxo só:

O ponto que mais gera erro: esvaziar o frasco de ascite/derrame na pia ou no vaso por causa do volume. Vários litros de fluido corporal no esgoto comum é descarte irregular de Grupo A em larga escala (o ralo é fiscalizado).

O que o gestor precisa garantir

Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:

  1. Frasco/bolsa vai inteiro ao Grupo A1 — não esvaziar pelo volume; o conteúdo é biológico
  2. Caixa de perfurocortante no ponto — agulha e trocarte vão à caixa rígida, nunca ao saco
  3. Dimensionar o volume — paracentese de repetição (oncologia, cirrose) gera litros recorrentes; o coletor e o contrato precisam comportar

O volume por procedimento é alto — uma paracentese pode drenar vários litros de uma vez.

O que isso muda na coleta

Serviço com paracentese/toracocentese de repetição — oncologia, hepatologia, UTI — gera Grupo A1 de volume líquido relevante. O contrato precisa reconhecer esse fluido; o risco e o custo estão no volume biológico, não na aparência do líquido.

A Seven Resíduos atende hospitais e clínicas com coleta de Grupo A e E com PGRSS. Veja também como descartar dreno e frasco de drenagem, como descartar resíduo de punção e líquor e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

No seu serviço, o frasco de ascite é esvaziado na pia? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Grupo A #Paracentese #rdc 222 #Segregação #Toracocentese

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