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Compliance e Legislação 25 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Coleta de RSS: O Resíduo da Cozinha e do Refeitório

Lixo da cozinha do hospital não é RSS infectante. Veja a classe correta.

por Jorge Jason
Atualizado em 25 de junho, 2026
Coleta de RSS: O Resíduo da Cozinha e do Refeitório

A cozinha e o refeitório do hospital geram muito resíduo todos os dias — restos de comida, embalagem, papel, bandeja. E é comum acontecer um dos dois erros: jogar tudo no saco branco “porque é hospital” ou, ao contrário, deixar resíduo de área assistencial cair no lixo da copa. Os dois custam caro, em sentidos opostos.

Por que cozinha não é Grupo A

A classe do resíduo vem do contato biológico de risco, não do prédio onde foi gerado. Resto de comida, embalagem e papel da cozinha e do refeitório, em condição normal, não tiveram contato com material biológico de paciente — são, em regra, Grupo D (resíduo comum) e parte é reciclável. Tratar isso como infectante multiplica o volume do resíduo mais caro de destinar, sem nenhum ganho de segurança.

Cozinha de hospital gera resíduo de cozinha. O fato de ser dentro de um hospital não transforma casca de fruta em resíduo infectante.

O que se gera — e como separar

O fluxo da cozinha e do refeitório costuma ter:

O ponto que mais engana: a bandeja que volta do quarto de um paciente em precaução por agente de alta transmissibilidade — essa exceção existe e precisa estar escrita, mas é exceção, não a regra do refeitório.

O erro nos dois sentidos

Dois erros opostos aparecem na inspeção:

  1. Tudo no branco — resíduo de cozinha tratado como infectante, custo inflado e indicador distorcido
  2. RSS no lixo da copa — material assistencial que escapa para o resíduo comum, risco real e não conformidade grave

A solução é a mesma de sempre: classificar pelo contato e organizar o ponto de geração para que o certo seja o caminho fácil em cada área.

O que isso muda na coleta

Separar bem o resíduo de cozinha do RSS reduz o volume de Grupo A, baixa o custo de destinação e abre espaço para reciclagem e orgânico — sem misturar fluxos que não podem se misturar. É dinheiro que o hospital deixa na mesa quando manda tudo para o saco branco.

A Seven Resíduos apoia hospitais com coleta de RSS e orientação de segregação por área. Veja também mito: todo resíduo de paciente é infectante, como organizar o ponto de geração e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.

A cozinha do seu hospital joga resto de comida no saco branco? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Coleta RSS #Cozinha #Grupo D #rdc 222 #Segregação

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