Coleta de urina (EAS) e de fezes (coprocultura, parasitológico) é das mais rotineiras em laboratório, UBS, clínica e enfermaria. Sai frasco, pote coletor, swab retal, fita e luva. O erro clássico: frasco com sobra de urina esvaziado na pia e pote de fezes no lixo comum “porque já foi pro exame”.
Por que não é resíduo comum
Urina e fezes coletadas para exame são material biológico. A RDC 222/2018 classifica resíduo com fluido/excreta biológico como Grupo A1. O frasco coletor com resíduo de urina, o pote de fezes, o swab e o EPI que teve contato entram nessa classe.
Quando há suspeita ou confirmação de agente de alta transmissibilidade — certas infecções entéricas, por exemplo — entra a lógica do Grupo A2. A classe vem do contato biológico, não da aparência — mesma lógica de sem sangue visível não é infectante.
O que se gera no fluxo
A coleta para exame gera, num fluxo só:
- Grupo A1 — frasco/pote com resíduo de urina ou fezes, swab retal, fita, EPI com contato
- Grupo A2 — o mesmo material quando há suspeita de agente entérico de alta transmissibilidade
- Grupo B — frasco com conservante/fixador químico relevante (alguns kits de parasitológico), não para a pia
- Grupo D — embalagem secundária limpa, papel, requisição
O ponto que mais gera erro: esvaziar urina ou suspensão de fezes na pia. Excreta biológica não vai para o esgoto comum — é descarte irregular de Grupo A em rede que não trata para isso (o ralo é fiscalizado).
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Frasco/pote vai inteiro ao Grupo A1 — não esvaziar, não reaproveitar sem processo validado
- Conservante químico é Grupo B — kit de parasitológico com fixador não vai para a pia nem para o saco comum
- Coletor de Grupo A no ponto de coleta — frasco e pote vão direto ao saco branco, não ao lixo da recepção
O volume é alto e diluído em laboratório e UBS — perfil que engana por “parecer pouco”.
O que isso muda na coleta
Serviço que faz muito exame de urina e fezes — laboratório, UBS, clínica — gera Grupo A1 de volume, com Grupo B pontual do conservante. O contrato precisa reconhecer isso; o risco está no contato biológico, não no tamanho do frasco.
A Seven Resíduos atende laboratórios, UBS e clínicas com coleta de Grupo A e Grupo B com PGRSS. Veja também coleta de RSS em laboratório de análises clínicas, como descartar tubos de coleta de sangue e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
No seu serviço, o frasco de urina é esvaziado na pia? Fale com a Seven Resíduos.