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Compliance e Legislação 17 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Mito: Residuo de Hospital e Sempre Caro

RSS bem gerenciado custa 30-50% menos. Veja as 4 alavancas para reduzir o custo da coleta hospitalar.

por Jorge Jason
Atualizado em 17 de junho, 2026
Mito: Residuo de Hospital e Sempre Caro

“Coleta de RSS é cara — não tem o que fazer.” Frase comum em hospital que paga R$ 25-50 mil/mês em coleta. Errado. Hospital com PGRSS ativo paga 30-50% menos que um hospital igual sem gestão. A diferença não está no transportador — está em 4 alavancas que o gerador controla.

A composição típica do custo

Em hospital de médio porte (150 leitos), a fatura mensal de coleta de RSS costuma quebrar assim:

Grupo % do custo
A (biológico) 55-70%
B (químico) 8-15%
E (perfurocortante) 10-15%
A3 (peça anatômica) 2-5%
C (radioativo) 0-3%
D (reciclável/comum) 5-15%

O Grupo A domina o custo porque é volume + tratamento intensivo (autoclavagem ou microondas). Toda alavanca de redução foca em mexer no Grupo A.

As 4 alavancas

1. Segregação correta (a maior alavanca)

Hospital sem segregação coloca tudo no infectante. Resultado: paga R$ 4-6/kg para tratar papelão e plástico secundário. Hospital com segregação ativa separa 30-40% para Grupo D → custa R$ 0,30-0,80/kg.

Exemplo concreto: hospital de 150 leitos gera 4 toneladas/mês de RSS:

Economia: R$ 6,2 mil/mês = R$ 74 mil/ano.

2. Coleta seletiva de Grupo D reciclável

Vai além de só “separar”. Hospital que vende para cooperativa ou recebe crédito de reciclagem gera receita de R$ 200-2.000/mês — não custo.

Material com valor (papelão, lata de alumínio, garrafa PET) tem preço de venda no mercado de reciclagem. Hospital grande gera 1-3 toneladas/mês desse material.

3. Negociar contrato por mix, não por kg médio

Contrato genérico “R$ 4,50/kg para tudo” embute lucro do transportador para os grupos mais caros. Contrato por mix:

Tem mais transparência e permite otimizar mix para reduzir custo total.

4. Reduzir geração na origem

A alavanca menos explorada e mais poderosa. Práticas que reduzem geração:

Hospital que aplica essas 4 práticas reduz volume total em 10-20% sem alterar qualidade assistencial.

Caso real

Hospital de 200 leitos em MG, em 2023, implementou as 4 alavancas:

Indicador Antes Depois (12 meses)
Geração total (kg/mês) 9.500 8.100
% Grupo A 92% 64%
% Grupo D segregado 4% 28%
Custo mensal de coleta R$ 38 mil R$ 24 mil
Receita reciclagem R$ 0 R$ 1,4 mil
Custo líquido R$ 38 mil R$ 22,6 mil

Economia: R$ 15,4 mil/mês = R$ 184 mil/ano.

E ainda: cobertura NR-32 passou de 70% para 96%, Não-Conformidades caíram 60%, e o hospital ganhou ponto em acreditação ONA.

Por que o mito persiste

Hospital sem PGRSS ativo recebe fatura grande, atribui a “preço do transportador” e busca renegociar. O transportador raramente baixa preço — porque o problema não está no transportador, está na origem.

Cobrar mais barato sem segregar continua caro. Cobrar 35% a menos depois de segregar bem é fácil.

A Seven Resíduos trabalha com hospitais na implementação das 4 alavancas — segregação, coleta seletiva, contrato por mix, redução de geração — entregando relatório mensal e cálculo de ROI.

Seu hospital ainda paga o “preço-cego” da coleta? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Custo #Economia #Gestão #Mito

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