Mielograma e biópsia de medula óssea são rotina em hematologia, oncologia e investigação diagnóstica. O procedimento usa agulha calibrosa (tipo Jamshidi), gera lâminas, material com sangue/medula e, às vezes, frasco com fixador. É um procedimento de baixo volume e alto risco — e o resíduo quase nunca tem fluxo combinado por ser pouco frequente.
Por que não é resíduo comum
O aspirado/biópsia de medula coloca em contato sangue e medula óssea com a agulha, as lâminas e os campos. A RDC 222/2018 classifica a agulha de Jamshidi e o trocarte como Grupo E (perfurocortante de grande calibre), e gaze, lâmina com material e campos com sangue como Grupo A1. O frasco com fixador da amostra (mielograma para anatomia patológica) é Grupo B.
A classe vem do contato e do objeto, não da raridade do procedimento.
O que se gera no procedimento
O mielograma/biópsia de medula gera, num fluxo só:
- Grupo E — agulha de Jamshidi/trocarte (calibre grande, alto risco de acidente), agulha de anestesia, lâminas
- Grupo A1 — gaze, campo, luva com sangue/medula, EPI com contato
- Grupo B — frasco com fixador/conservante da amostra para patologia; não vai à pia
- Grupo D — embalagem secundária limpa, papel
O ponto que mais gera risco: a agulha de medula é grossa e o acidente com ela é grave. Ela vai inteira na caixa rígida — e a caixa precisa comportar o calibre, não ser uma caixinha pequena que não fecha sobre a agulha (a regra de ouro do perfurocortante).
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Caixa rígida adequada ao calibre no ponto — agulha de Jamshidi não cabe em coletor subdimensionado
- Critério escrito para o evento pouco frequente — o PGRSS prevê o procedimento mesmo que ele seja esporádico
- Fixador é Grupo B — frasco da amostra de patologia não vai à pia nem ao saco comum
Baixo volume não significa baixo risco — aqui é o oposto.
O que isso muda na coleta
Serviço com hematologia/oncologia gera Grupo E de alto risco + A1 + B, em volume pequeno mas perigoso. O contrato e o PGRSS precisam reconhecer o perfurocortante calibroso; o risco está na agulha, não na frequência.
A Seven Resíduos atende hospitais e clínicas com coleta de Grupo A, B e E com PGRSS. Veja também como descartar resíduo de punção e líquor, RDC 222: o que é o Grupo E e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu serviço tem caixa rígida que comporta a agulha de medula? Fale com a Seven Resíduos.