Centro de imagem (CDI) gera bem mais RSS do que a maioria dos gestores imagina. Não é só raio-x revelado em filme antigo — modernos CDIs com tomografia, ressonância magnética e exames contrastados produzem Grupo B (químico) volumoso, além de Grupo A e Grupo E em escala menor. Quem trata CDI como “clínica administrativa” subdimensiona — e descobre o erro só em fiscalização.
O que cada modalidade gera
Raio-X (radiologia convencional)
- Filme radiográfico vencido ou de descarte — Grupo B com prata (caso raro hoje)
- Líquido revelador/fixador — Grupo B (em CDI 100% digital, esse fluxo zerou)
- Avental de chumbo descartado por desgaste — Grupo D + comunicação CNEN
- Resíduo administrativo do exame — Grupo D
Tomografia computadorizada (TC)
- Frascos vazios de meio de contraste iodado (Omnipaque, Visipaque, Iopamiron) — Grupo B
- Seringa de injeção automática + cateter venoso — Grupo E + A1
- Gaze e curativo de punção — Grupo A1
- EPI da equipe — Grupo A1
Ressonância magnética (RM)
- Frascos vazios de gadolínio (Magnevist, Dotarem, Multihance, Gadovist) — Grupo B com regulação ambiental específica
- Seringa de injeção + cateter — Grupo E + A1
- Gaze e curativo — Grupo A1
- Bobinas e equipamento auxiliar descartado — Grupo D
Ultrassom
- Gel de transmissão usado — Grupo D (em geral) ou A quando contaminado
- Papel térmico do equipamento — Grupo D
- Sonda transvaginal/transretal com proteção descartável — Grupo A1
- Agulha de biópsia guiada — Grupo E
Medicina nuclear (se houver no CDI)
- Resíduo radioativo de I-131, Tc-99m, F-18 — Grupo C com sala de decaimento CNEN
O caso específico do contraste
Frasco vazio de meio de contraste não vai no Grupo A nem no Grupo D — vai em Grupo B, por dois motivos:
- Resíduo de ativo farmacêutico (mesmo em frasco “vazio”, há vestígio mensurável)
- Composição química com iodo (TC) ou gadolínio (RM) que entra na regulação CONAMA quando descartada em volume
Erro frequente: equipe joga no saco preto “porque está vazio”. Vigilância autua + ambiental cruza.
Volume típico
CDI de médio porte (50-150 exames/dia):
- Grupo A1: 5-20 kg/dia
- Grupo B (contraste): 3-12 kg/dia (depende do mix TC/RM)
- Grupo E: 1-4 kg/dia (agulhas e cateteres)
- Grupo D: 30-80 kg/dia (papel, embalagem)
CDI grande integrado a hospital (300+ exames/dia): valores 3-5x maiores, com pico de Grupo B se houver muita TC contrastada.
Coleta correta
Recomendações:
- Bombona Grupo B na sala de injeção de contraste — preenchida com frascos vazios
- Caixa amarela Grupo E em cada sala de TC/RM contrastada
- Saco branco Grupo A para EPI e curativos pós-punção
- Saco preto Grupo D para embalagem secundária seca
- Coleta especializada Grupo C quando há medicina nuclear
Frequência: CDI ambulatorial pequeno = quinzenal; CDI grande = 2-3x/semana.
Os 3 erros mais comuns
- Frasco de contraste no lixo comum — autuação Vigilância + ambiental
- Sobra de contraste líquido na pia — autuação CONAMA 430 (gadolínio é especialmente sensível em mananciais)
- Gel de ultrassom contaminado misturado com Grupo D administrativo — NC em auditoria
Documentação adicional
CDI tem documentação específica além do PGRSS comum:
- Licenciamento CNEN quando opera medicina nuclear ou radiologia de alta dose
- PPRA radiológico — Programa de Proteção Radiológica
- Plano de gerenciamento de rejeitos radioativos (se aplicável)
- Controle de descarte de contraste com lote rastreável (para auditoria de operadora)
A Seven Resíduos atende centros de imagem com coleta especializada de Grupo B (contraste) + Grupo E + Grupo A — MTR detalhado por tipo de contraste.
Seu CDI descarta frasco de contraste corretamente? Fale com a Seven Resíduos.