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Compliance e Legislação 29 de maio, 2026 · 4 min de leitura

PGRSS vascular intervencionista — TIPS e nefrostomia

RSS de centro vascular intervencionista: TIPS, nefrostomia, drenagem biliar e cadeia tecnovigilância.

por Jorge Jason
Atualizado em 29 de maio, 2026
PGRSS vascular intervencionista — TIPS e nefrostomia

A medicina vascular intervencionista brasileira passou por consolidação técnica nos últimos 10 anos. Em 2026, há centros independentes especializados que operam TIPS (transjugular intrahepatic portosystemic shunt) para hipertensão portal cirrótica + ascite refratária + sangramento varicoso, nefrostomia percutânea para uropatia obstrutiva, drenagem biliar percutânea para colangite + obstrução biliar maligna, embolização hepática (TACE — transarterial chemoembolization) para hepatocarcinoma + Y-90 (radioembolização), embolização de mioma uterino + de varizes pélvicas, ablação por radiofrequência hepática + renal para tumor pequeno, e — em centros mais avançados — protocolos de PAVA (pulmonary arteriovenous malformation) embolização. A Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista (SOBRICE) atualizou em 2024 as diretrizes técnicas.

Para o gestor que opera ou planeja um desses centros, o PGRSS tem perfil específico que diferencia da PGRSS de radiologia intervencionista geral. O TIPS implanta stent metálico permanente no fígado. A nefrostomia + drenagem biliar usam cateter externo de longa permanência. O TACE Y-90 gera resíduo radioativo Grupo C. O conjunto soma complexidade técnica.

Os cinco fluxos que dominam o inventário do centro vascular intervencionista

Em uma operação de porte médio — atendendo 100 a 250 procedimentos invasivos/mês — o inventário tem composição característica.

Fluxo Grupo Volume mensal típico
Material de TIPS (stent + cateter Rosch-Uchida) A1 RA + tecnovigilância 1,5–4 kg
Cateter de nefrostomia + drenagem biliar (pigtail externo) A1 RA + tecnovigilância 2–6 kg
Material Y-90 microsfera (TACE radioembolização) A1 RA + radioativo Grupo C decay 0,5–2 kg
Frasco de contraste iodado + EPI B (radiológico) + A1 RA 4–10 L + 3–8 kg
Material de embolização (microesfera + coil + cola) A1 RA + B 1,5–4 kg

A soma típica é entre 8,5 e 24 kg/mês de sólidos mais 4–10 L de contraste. O ponto crítico é o capítulo de Y-90 radioativo + TIPS tecnovigilância.

O Y-90 (radioembolização hepática): radioativo Grupo C

O Y-90 (ítrio-90) microsfera (TheraSphere, SIR-Spheres) é radiofármaco emissor beta usado em radioembolização de hepatocarcinoma + metástase hepática colorretal. Cada procedimento usa 1-3 GBq de Y-90 com meia-vida de 2,7 dias (decaimento operacional 27 dias).

O resíduo de aplicação (cateter + frasco vazio + EPI da equipe) é simultaneamente Grupo A1 risco aumentado mais Grupo C radioativo com decay storage 27 dias antes de reclassificação para Grupo A1 padrão. Como discutimos no post sobre PGRSS de medicina nuclear com decay storage, a interface radioativo + decay é setorial transversal.

O capítulo CNEN-NN-3.05 + Portaria 453 se aplicam, com livro CNEN obrigatório + dosímetro pessoal + ART de físico médico.

O TIPS: stent permanente + cadeia tecnovigilância

O TIPS implanta stent metálico autoexpansível (Viatorr, Wallstent) entre veia hepática e veia porta para descompressão de hipertensão portal. Em casos de revisão (oclusão, migração, infecção) o stent explantado entra em fluxo tripla A1 + RAEE + Tecnovigilância via VigiMed da Anvisa.

O catéter Rosch-Uchida usado para acesso transjugular é descartável de uso único, custo R$ 1.500-3.500/unidade. Em centro com 20-50 TIPS/mês, o volume mensal de cateteres descartados chega a 1,5-4 kg.

A nefrostomia + drenagem biliar: cateter externo permanente

A nefrostomia percutânea (cateter pigtail 8-10F externo) e drenagem biliar percutânea (cateter Cope 8-12F externo) são dispositivos de longa permanência (semanas a meses) com troca periódica em ambulatório. O cateter explantado é Grupo A1 risco aumentado + tecnovigilância. Em centro com 80-200 nefrostomias + drenagens biliares ativas, o volume mensal de cateteres trocados chega a 2-6 kg.

Três perfis de centro vascular intervencionista

Centro com radiologia intervencionista básica. Avaliação clínica + procedimentos simples (biópsia guiada, embolização periférica). Sem TIPS nem Y-90. Volume modesto. Custo mensal de PGRSS entre R$ 2.000 e R$ 4.500, setup inicial de R$ 35.000 a R$ 80.000.

Centro com TIPS + nefrostomia + drenagem biliar. Equipe multidisciplinar fixa, sala híbrida com fluoroscopia, 100-250 procedimentos/mês. Custo mensal entre R$ 4.500 e R$ 10.000, setup de R$ 80.000 a R$ 200.000. Capítulo dedicado a TIPS tecnovigilância + cateter externo + contraste Grupo B radiológico.

Centro avançado com TACE + Y-90 + ablação RF. Plataforma terapêutica completa com sala híbrida + parceria com oncologia + medicina nuclear. Custo mensal R$ 10.000 a R$ 22.000, setup de R$ 200.000 a R$ 450.000. Comissão multidisciplinar mensal, ART de radiologista intervencionista habilitado + físico médico CNEN, livro Tecnovigilância + livro CNEN + decay storage operacional.

Os três erros que aparecem em fiscalização

O primeiro é o Y-90 microsfera sem decay storage adequado. CNEN audita bienal, e auto direto da CNEN.

O segundo é o TIPS stent explantado sem cadeia tecnovigilância tripla. Anvisa cruza com nota fiscal.

O terceiro é o contraste iodado descartado em coletora Grupo B padrão sem habilitação Grupo B radiológico.

A medicina vascular intervencionista brasileira está em fase de transformação técnica acelerada. Os centros que estruturam PGRSS robusto desde o início — alinhados com calendário 2026 de compliance — atravessam o crescimento sem solavanco. Para gestores que precisam alinhar com gestão paralela industrial do grupo (laboratório molecular oncogenético, eventual planta de embalagem médica), o portal Seven Resíduos sobre serviços completos traz a perspectiva integrada.

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Tags #Nefrostomia #rdc 222 #TIPS #Vascular Intervencionista

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