Acidente com animal peçonhento (cobra, escorpião, aranha) leva o paciente ao pronto-atendimento, e o tratamento é a soroterapia: aplicação intravenosa do soro antiveneno. Cada atendimento deixa frasco/ampola do soro, equipo, agulha e gaze com sangue. É raro no dia a dia da maioria dos serviços — e por isso a classificação do resíduo quase nunca está combinada.
Por que não é resíduo comum
A soroterapia gera, ao mesmo tempo, material com sangue (acesso venoso, gaze), material perfurocortante (agulha) e resíduo de imunobiológico (o soro em si). A RDC 222/2018 classifica gaze e equipo com sangue como Grupo A1, agulha como Grupo E, e o frasco/ampola com resíduo do soro antiveneno — um produto biológico/farmacológico — segue a lógica de Grupo B.
A classe vem do contato e da substância, não do fato de “ser só um soro”.
O que se gera no atendimento
A aplicação de soro antiveneno gera, num fluxo só:
- Grupo A1 — gaze, algodão e equipo com sangue, EPI com contato
- Grupo E — agulha, dispositivo de punção; vão na caixa rígida
- Grupo B — frasco/ampola com resíduo do soro antiveneno e de medicamentos associados (corticoide, anti-histamínico) com vestígio relevante
- Grupo D — embalagem secundária limpa, bula, papel
O ponto que mais gera erro: como o atendimento é incomum e urgente, descarta-se tudo no saco mais próximo. Urgência não muda a classe — frasco com resíduo de imunobiológico é Grupo B; agulha é Grupo E, sempre.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Critério escrito mesmo para o evento raro — o PGRSS precisa prever soroterapia, ainda que ela aconteça poucas vezes
- Caixa de perfurocortante no ponto de aplicação — agulha e dispositivo na caixa rígida
- Frasco do soro é Grupo B — não vai ao saco branco comum nem à pia
Serviços de referência em animais peçonhentos têm volume; UBS e PA rurais têm o evento esporádico — ambos precisam do fluxo definido.
O que isso muda na coleta
Serviço que aplica soro antiveneno gera A1 + E + B num único atendimento. O contrato e o PGRSS precisam reconhecer o Grupo B do imunobiológico, mesmo quando o evento é raro; o risco está na substância e na agulha, não na frequência.
A Seven Resíduos atende PA, UBS e hospitais com coleta de Grupo A, B e E com PGRSS. Veja também como descartar resíduo de aplicação de injeção, RDC 222: o que é o Grupo B e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu PA tem fluxo definido para o resíduo de soroterapia? Fale com a Seven Resíduos.