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Compliance e Legislação 27 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Descartar Resíduo de Soro Antiveneno

Aplicação de soro antiveneno gera frasco, agulha e gaze. Veja a classe de cada um.

por Jorge Jason
Atualizado em 27 de junho, 2026
Como Descartar Resíduo de Soro Antiveneno

Acidente com animal peçonhento (cobra, escorpião, aranha) leva o paciente ao pronto-atendimento, e o tratamento é a soroterapia: aplicação intravenosa do soro antiveneno. Cada atendimento deixa frasco/ampola do soro, equipo, agulha e gaze com sangue. É raro no dia a dia da maioria dos serviços — e por isso a classificação do resíduo quase nunca está combinada.

Por que não é resíduo comum

A soroterapia gera, ao mesmo tempo, material com sangue (acesso venoso, gaze), material perfurocortante (agulha) e resíduo de imunobiológico (o soro em si). A RDC 222/2018 classifica gaze e equipo com sangue como Grupo A1, agulha como Grupo E, e o frasco/ampola com resíduo do soro antiveneno — um produto biológico/farmacológico — segue a lógica de Grupo B.

A classe vem do contato e da substância, não do fato de “ser só um soro”.

O que se gera no atendimento

A aplicação de soro antiveneno gera, num fluxo só:

O ponto que mais gera erro: como o atendimento é incomum e urgente, descarta-se tudo no saco mais próximo. Urgência não muda a classe — frasco com resíduo de imunobiológico é Grupo B; agulha é Grupo E, sempre.

O que o gestor precisa garantir

Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:

  1. Critério escrito mesmo para o evento raro — o PGRSS precisa prever soroterapia, ainda que ela aconteça poucas vezes
  2. Caixa de perfurocortante no ponto de aplicação — agulha e dispositivo na caixa rígida
  3. Frasco do soro é Grupo B — não vai ao saco branco comum nem à pia

Serviços de referência em animais peçonhentos têm volume; UBS e PA rurais têm o evento esporádico — ambos precisam do fluxo definido.

O que isso muda na coleta

Serviço que aplica soro antiveneno gera A1 + E + B num único atendimento. O contrato e o PGRSS precisam reconhecer o Grupo B do imunobiológico, mesmo quando o evento é raro; o risco está na substância e na agulha, não na frequência.

A Seven Resíduos atende PA, UBS e hospitais com coleta de Grupo A, B e E com PGRSS. Veja também como descartar resíduo de aplicação de injeção, RDC 222: o que é o Grupo B e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.

Seu PA tem fluxo definido para o resíduo de soroterapia? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Grupo B #Grupo E #Imunobiológico #rdc 222 #Soro Antiveneno

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