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Compliance e Legislação 13 de junho, 2026 · 5 min de leitura

Pneumologia: PGRSS DPOC Trelegy Dupixent Tezepelumab

Triplo terapia Trelegy, dupilumab, tezepelumab TSLP e roflumilast mudam o PGRSS pneumológico. Veja o impacto operacional.

por Jorge Jason
Atualizado em 13 de junho, 2026
Pneumologia: PGRSS DPOC Trelegy Dupixent Tezepelumab

A pneumologia avançada de 2026 reorganizou o tratamento de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e asma grave em torno de triplo terapia inalatória e biológicos sistêmicos. Em DPOC moderado a grave com história de exacerbação, a combinação LABA + LAMA + ICS em único inalador de tripla terapia consolidou-se como padrão: Trelegy Ellipta (vilanterol + umeclidínio + furoato de fluticasona, GSK), Breztri Aerosphere (formoterol + glicopirrônio + budesonida, AstraZeneca) e Trimbow (formoterol + glicopirrônio + beclometasona, Chiesi) competem nesse espaço. O revefenacin (Yupelri) ampliou o arsenal LAMA nebulizado e o roflumilast (Daxas) mantém espaço em DPOC com bronquite crônica e VEF1 baixo.

Em asma grave eosinofílica (fenótipo T2-high), os biológicos anti-IL-5mepolizumabe (Nucala), reslizumabe (Cinqair), benralizumabe (Fasenra) — combinados com anti-IgE omalizumabe (Xolair) e anti-IL-4Rα dupilumab (Dupixent) dominam a frente de imunoterapia para pacientes que persistem sintomáticos apesar de ICS-LABA dose máxima. A grande adição recente é o tezepelumabe (Tezspire), anti-TSLP (thymic stromal lymphopoietin), com mecanismo upstream que atende tanto fenótipo T2-high quanto T2-low — estudo NAVIGATOR e ENHANCE consolidaram a posição em asma grave não controlada.

Cada categoria reescreve o plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) do serviço de pneumologia.

Inaladores e biológicos: dois fluxos distintos do PGRSS pneumológico

O inalador descartável de triplo terapia (Trelegy Ellipta, Breztri Aerosphere) gera resíduo de dispositivo descartável com propelente HFC (hidrofluorocarbono em pMDI) ou pó seco em cápsula (DPI). O propelente HFC tem alto GWP (Global Warming Potential) — entre 1.300 e 3.350 vezes o CO₂ — e a indústria farmacêutica está migrando para propelentes de baixo GWP (HFA-152a, HFC-32) sob pressão regulatória da União Europeia. Para o hospital, o descarte do inalador vazio é Grupo D (não contaminado) com logística reversa do fabricante (programa “RES.PIRA-R” da AstraZeneca, programa GSK Patient Direct).

Os biológicos anti-IL-5, anti-IgE, anti-IL-4Rα e anti-TSLP são administrados em injeção SC ou IV com canetas pré-cheias ou frascos-ampola. Cada aplicação gera resíduo de agulha ou caneta SC (Grupo E perfurocortante), frasco residual ou cartucho com biológico residual (Grupo A1+B) e EPI específico.

Tabela: terapias pneumológicas 2026 e classificação PGRSS

Estratégia Indicação / Estudo-pivô Resíduo gerado Classificação RDC 222/2018
Trelegy / Breztri / Trimbow (LABA+LAMA+ICS) DPOC moderado-grave Inalador descartável + cápsula D + logística reversa fabricante
Revefenacin (Yupelri) DPOC nebulizado Ampola + nebulizador A1 (saliva) + D
Roflumilast (Daxas) DPOC bronquite crônica VEF1 baixo Comprimidos vencidos/partidos B (medicamento)
Mepolizumabe (Nucala) / Reslizumabe / Benralizumabe (Fasenra) Asma eosinofílica SC Caneta SC + agulha + EPI A1 + B + E
Omalizumabe (Xolair) Asma IgE alta SC Caneta SC + agulha + EPI A1 + B + E
Dupilumab (Dupixent) Asma T2-high + dermatite atópica + EoE Caneta SC + agulha + EPI A1 + B + E
Tezepelumabe (Tezspire) Asma grave T2-high e T2-low Caneta SC + agulha + EPI A1 + B + E

A leitura cruzada da tabela mostra que o serviço pneumológico opera, simultaneamente, dispositivo inalatório (D + logística reversa), terapia oral (B) e biológico injetável SC (A1+B+E) — três fluxos com perfis muito diferentes e impacto ESG distinto (propelente HFC alto GWP do inalador é vetor relevante de Scope 3).

A logística reversa do inalador como ponto crítico ambiental

A indústria farmacêutica e operadoras brasileiras de saúde começaram a operar programas de logística reversa de inaladores após pressão regulatória ambiental e ESG. Hospital que direciona o paciente DPOC ou asmático para entrega do inalador vazio em farmácia hospitalar ou farmácia comunitária parceira reduz o passivo ambiental difuso e ganha pontos em score ESG (pilar Environmental). Sem essa orientação, o paciente descarta o inalador no lixo doméstico — e o propelente HFC alto GWP entra na atmosfera ao longo de meses a anos.

Para o serviço que estrutura essa frente, a Seven Resíduos atua na interface entre pneumologia avançada e PGRSS auditável, com coleta especializada para resíduos hospitalares e logística reversa calibrada para serviços que rodam triplo terapia, biológicos anti-IL-5 e anti-TSLP em escala.

Três perfis: como diferentes serviços absorvem o algoritmo 2026

Centro pneumológico de referência (mais de 200 asma grave/ano + DPOC): opera todas as classes — triplo terapia, biológicos. Tem pneumologista, alergista, programa de logística reversa de inalador estabelecido.

Hospital geral com serviço de pneumologia (50-150 asma grave/ano): opera triplo terapia e biológicos. Adota logística reversa quando demanda pacientes orientados.

Clínica pneumológica ambulatorial: opera prescrição de inalador e aplicação de biológico SC. PGRSS limitado a Grupo A1+B+E ambulatorial com programa de logística reversa de inalador.

Três erros recorrentes em PGRSS pneumológico

  1. Não orientar paciente sobre logística reversa de inalador. O passivo ambiental difuso é grande e a oportunidade ESG é desperdiçada.
  2. Tratar caneta SC de dupilumab vencida como medicamento oral comum. Biológico SC é Grupo A1+B+E com fluxo específico.
  3. Confundir nebulizador descartável domiciliar com Grupo E hospitalar. Em ambulatório, o nebulizador exige caracterização específica e descarte como Grupo A1 (saliva) + D (plástico).

O horizonte 2027: inaladores HFC-low, depemokimabe e itepekimab

A próxima onda inclui inaladores com propelente HFC-152a (baixo GWP) substituindo HFA-134a, depemokimabe anti-IL-5 semestral (ultra-long-acting), itepekimab anti-IL-33 em fase III para DPOC e astegolimab anti-ST2 em fase II. Cada categoria nova exige revisão do PGRSS antes do primeiro paciente.

Para aprofundar, leia o post sobre oncologia torácica NSCLC e o artigo sobre cardiologia avançada, além do panorama geral de PGRSS hospitalar. Como referência, a RDC 222/2018 da ANVISA e o estudo NAVIGATOR publicado no NEJM são leitura obrigatória.

Pronto para alinhar seu PGRSS à pneumologia avançada de 2026 com logística reversa? Fale com a Seven Resíduos e estruture um plano.

Tags #Asma #Biológicos #DPOC #Pneumologia

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