O laboratório de prótese dentária não atende paciente — ele recebe o molde e devolve a peça. Por isso muita gente acha que “lá não tem RSS”. Tem: o resíduo é diferente do consultório, predominando material de modelagem e químico, e quase sempre vai todo para o lixo comum sem critério.
Por que o laboratório de prótese gera RSS
O laboratório de prótese trabalha com gesso, resina acrílica, ceras, ligas metálicas, monômero e materiais de polimento. Pouco disso tem contato biológico — mas parte tem risco químico, e o que chega do consultório (moldagem) pode ter tido contato com saliva/sangue. A RDC 222 classifica pela natureza: a maior parte é Grupo D, mas o químico é Grupo B, e a moldagem com contato biológico é Grupo A1.
A classe vem do material e do contato, não de “ser laboratório que não vê paciente”.
O que se gera na prótese
O fluxo do laboratório de prótese costuma ter:
- Grupo D — gesso de modelo, resto de resina/cera polimerizada sem contato, embalagem, pó de acabamento inerte
- Grupo B — monômero (metilmetacrilato), resina não polimerizada, solvente, líquido de polimento e químico de processo com vestígio relevante
- Grupo A1 — moldagem/molde recebido do consultório que teve contato com saliva ou sangue, antes de descontaminado
- Grupo E — fresas, brocas, lâminas e fragmentos cortantes
O ponto que mais gera erro: jogar monômero e resina líquida no lixo comum ou na pia. Esses são químicos de verdade — Grupo B —, não “sobra de plástico”. E a moldagem que chega contaminada precisa de tratamento/descontaminação definido antes de virar Grupo D.
O que o gestor precisa garantir
Três pontos resolvem a maioria das não conformidades:
- Coletor de Grupo B na bancada — monômero/resina líquida/solvente não vão à pia nem ao comum
- Critério para a moldagem que chega — descontaminação definida; sem isso, é Grupo A1
- Fresas e brocas são Grupo E — perfurocortante segue a caixa rígida
O gesso é volumoso e em geral Grupo D, mas misturá-lo com o químico transforma tudo no problema mais caro.
O que isso muda na coleta
Laboratório de prótese gera Grupo B característico + D volumoso, com A1 e E pontuais. O contrato precisa reconhecer o químico de processo; o erro está em tratar o laboratório como “só gesso e plástico”.
A Seven Resíduos atende laboratórios e clínicas com coleta segregada de Grupo B e D com PGRSS. Veja também coleta de RSS em consultório odontológico, RDC 222: o que é o Grupo B e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu laboratório de prótese joga monômero na pia ou no lixo comum? Fale com a Seven Resíduos.