A clínica de mastologia tem uma imagem “limpa”: mamografia, ultrassom, consulta. Mas o rastreamento de mama não para na imagem — ele leva à punção: PAAF, core biopsy, mamotomia. E aí o serviço que parecia só diagnóstico por imagem passa a gerar resíduo de risco, com agulha de calibre grosso e material biológico, num volume que cresce com a agenda de procedimentos.
Por que mastologia gera RSS de risco
A imagem em si gera pouco. A punção, não: agulha grossa de core biopsy, agulha de PAAF, fragmento de tecido mamário, gaze e curativo com sangue, frasco com fixador da amostra. É perfurocortante de calibre relevante somado a Grupo A e, no fixador, Grupo B. “Clínica de imagem da mama” engana — onde há punção, há RSS de procedimento.
A pergunta certa não é “é uma clínica de exame?”, e sim “aqui se punciona — e esse material perfurante e biológico tem coletor e coleta à altura?”.
O que organizar nesse cenário
- Coletor rígido na sala de punção: agulha de core/PAAF é grossa; coletor dimensionado, ao alcance, não no fundo.
- Grupo A para o fragmento e o curativo: tecido mamário descartado e gaze com sangue no saco branco.
- Grupo B do fixador: frasco com formol da amostra segue manejo químico.
- Volume pela agenda de procedimentos: dimensionar pelo dia de punções, não pela média de dias só de imagem.
O erro que passa batido
O equívoco clássico é a clínica de mastologia se enxergar como “diagnóstico por imagem” e tratar o resíduo como leve — agulha de biópsia no cesto comum porque “aqui é exame”. Agulha de core biopsy solta em saco comum é acidente perfurocortante grave. O setor de imagem é leve; a sala de punção, não.
O que isso muda na prática
Mastologia mistura imagem (resíduo leve) com punção (resíduo de risco real). Reconhecer a sala de punção como ponto de geração de Grupo E e A — com coletor rígido, saco branco e fixador no destino químico — é o que mantém um serviço de “imagem” também regular. O exame não gera; o procedimento, sim.
A Seven Resíduos dimensiona coleta licenciada e PGRSS para clínicas de mastologia e diagnóstico com punção. Veja também como funciona o perfurocortante do Grupo E, como descartar resíduo de procedimento ginecológico e o que é o PGRSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
A sala de punção da sua clínica de mastologia tem coletor rígido dimensionado — ou trata tudo como exame? Fale com a Seven Resíduos.