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Compliance e Legislação 16 de junho, 2026 · 2 min de leitura

Mito: Reciclagem do Hospital e Inviavel

Hospital não recicla nada? Mito. Até 40% do resíduo é Grupo D reciclável. Veja como aproveitar.

por Jorge Jason
Atualizado em 16 de junho, 2026
Mito: Reciclagem do Hospital e Inviavel

“Hospital não recicla — tudo vira lixo contaminado.” Essa frase aparece em quase toda reunião de PGRSS quando alguém propõe coleta seletiva. É um mito. Hospital tem volume reciclável muito maior do que se imagina — basta segregar direito.

A composição real do resíduo hospitalar

Em hospital de médio porte, a distribuição típica do RSS por massa é:

Grupo % do volume total
Grupo D (comum, reciclável) 35-45%
Grupo A (biológico) 30-40%
Grupo E (perfurocortante) 5-10%
Grupo B (químico) 3-8%
Grupo C (radioativo) <1%

O Grupo D inclui papel, papelão, plástico de embalagem secundária, garrafa PET, lata de alumínio, vidro vindos de cozinha, administração, farmácia (embalagens limpas), almoxarifado, lavanderia. Tudo isso é reciclável — e está dentro do hospital, não no contaminado.

Por que o mito persiste

Três motivos por que muita gente acredita que hospital não recicla:

  1. Falta de segregação na origem. Se papelão da farmácia vai junto com gaze ensanguentada, todo o saco vira Grupo A e perde-se a reciclagem.
  2. Receio de contaminação cruzada. Equipe não treinada coloca tudo no infectante “por segurança”, sem critério.
  3. Ausência de fluxo paralelo de coleta seletiva. O hospital não tem contêiner separado para Grupo D reciclável.

O que diz a regulação

A Lei 12.305/2010 (PNRS — Política Nacional de Resíduos Sólidos) estabelece a hierarquia: não geração > redução > reutilização > reciclagem > tratamento > destinação final ambientalmente adequada. Hospital é obrigado a aplicar essa hierarquia no Grupo D, conforme a RDC 222/2018.

A coleta seletiva interna não é opcional para hospital de médio/grande porte — é parte do PGRSS aprovado pela Vigilância Sanitária e exigência de acreditações como ONA, JCI, Qmentum.

Como começar

Não precisa virar o hospital do dia para a noite. Os passos práticos:

  1. Diagnóstico: identificar os 3-5 setores que mais geram Grupo D reciclável (em geral: cozinha, almoxarifado, farmácia, administração, recepção)
  2. Contêineres separados: papel/papelão azul, plástico vermelho, metal amarelo, vidro verde (cores PNRS)
  3. Treinamento focado: 30 minutos com a equipe dos setores prioritários — o que vai onde
  4. Parceiro de coleta seletiva: cooperativa de catadores cadastrada ou empresa de reciclagem licenciada
  5. Indicador mensal: kg reciclado/kg total — meta crescente

Ganho real (não só ESG)

Hospital de 200 leitos que faz coleta seletiva organizada:

A Seven Resíduos orienta hospitais sobre fluxo de coleta seletiva integrado ao PGRSS — separando o que é Grupo D reciclável do que é Grupo A com segurança regulatória.

Quer começar a coleta seletiva no seu hospital? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Grupo D #Mito #PNRS #Reciclagem #sustentabilidade

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