Centro Cirúrgico é o setor onde a segregação de RSS mais erra — não por falta de norma, mas pelo ritmo. Em cirurgia de médio porte, geram-se 4 tipos de resíduo simultaneamente, em menos de 90 minutos. Sem fluxo claro, vira saco genérico contaminado — e auditoria pega na hora.
Os 4 grupos gerados em cada cirurgia
Cada procedimento cirúrgico tipicamente gera:
- Grupo A1 — compressas, gazes, aventais cirúrgicos, campos, sondas, drenos, peças anatômicas pequenas com sangue
- Grupo B — sobra de medicamento, anestésico residual, frasco de iodopovidona, álcool etílico de descarte
- Grupo E — agulhas de sutura, lâminas de bisturi, fios cortantes, brocas e mechas descartáveis
- Grupo D — embalagens secundárias estéreis abertas, papel de invólucro, cartões de instrumental
Peça anatômica de médio/grande porte (membro amputado, tumor, placenta) tem fluxo separado: Grupo A3 (peça anatômica) — formolização e destinação por incineração, sempre com termo de responsabilidade do médico.
O fluxo correto na sala
A sala cirúrgica precisa, no mínimo, de 4 coletores identificados:
- Branco leitoso (Grupo A) — saco infectante grande para compressa/gaze/avental
- Caixa rígida amarela (Grupo E) — para agulhas, lâminas, fios cortantes
- Bombona laranja (Grupo B) — para medicamento residual, anestésico, antisséptico de descarte
- Saco preto ou azul (Grupo D) — para embalagem secundária limpa e papel de invólucro
E um coletor adicional para Grupo A3 quando houver peça anatômica programada — frasco rígido com formol, identificado com paciente, médico e procedimento.
O fluxo após a cirurgia
Limpeza terminal:
- Sacos de Grupo A fechados antes de saírem da sala (nunca arrastados pelo chão)
- Caixa amarela fechada e selada quando atingir 3/4 da capacidade
- Bombona Grupo B fechada após cada procedimento
- Transporte interno por carrinho fechado exclusivo
- Destino: expurgo do CC → abrigo intermediário do hospital → abrigo externo
Os 3 erros mais autuados
- Tudo no saco branco “por agilidade” — agulha, bisturi, frasco de iodopovidona vão junto com gaze. Resultado: acidente perfurocortante + NC RDC 222 + risco trabalhista NR-32.
- Peça anatômica em saco comum — peça em formol vai em frasco rígido específico, não em saco. Ruptura do saco com formol no corredor é a NC mais cara em auditoria.
- Falta de coletor de Grupo B em sala — anestésico residual e iodopovidona vão para o saco branco “porque não tem bombona”. Errado: vira efluente irregular se for descartado no expurgo.
Volume típico
Um centro cirúrgico de médio porte (6-8 salas, 30-50 cirurgias/dia) gera entre 150 e 350 kg/dia de RSS, com predominância de Grupo A (70-80%). Picos em finais de semana (urgências) e em cirurgias longas (4h+).
A Seven Resíduos atende centros cirúrgicos com coleta especializada de RSS — Grupos A, A3, B, E — incluindo destinação licenciada de peças anatômicas.
Seu centro cirúrgico tem 4 coletores em cada sala? Fale com a Seven Resíduos.