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Compliance e Legislação 16 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Como Separar Lixo do Centro Cirurgico

Centro cirúrgico gera 4 grupos de RSS em cada procedimento. Veja o fluxo correto e os 3 erros mais comuns.

por Jorge Jason
Atualizado em 16 de junho, 2026
Como Separar Lixo do Centro Cirurgico

Centro Cirúrgico é o setor onde a segregação de RSS mais erra — não por falta de norma, mas pelo ritmo. Em cirurgia de médio porte, geram-se 4 tipos de resíduo simultaneamente, em menos de 90 minutos. Sem fluxo claro, vira saco genérico contaminado — e auditoria pega na hora.

Os 4 grupos gerados em cada cirurgia

Cada procedimento cirúrgico tipicamente gera:

Peça anatômica de médio/grande porte (membro amputado, tumor, placenta) tem fluxo separado: Grupo A3 (peça anatômica) — formolização e destinação por incineração, sempre com termo de responsabilidade do médico.

O fluxo correto na sala

A sala cirúrgica precisa, no mínimo, de 4 coletores identificados:

  1. Branco leitoso (Grupo A) — saco infectante grande para compressa/gaze/avental
  2. Caixa rígida amarela (Grupo E) — para agulhas, lâminas, fios cortantes
  3. Bombona laranja (Grupo B) — para medicamento residual, anestésico, antisséptico de descarte
  4. Saco preto ou azul (Grupo D) — para embalagem secundária limpa e papel de invólucro

E um coletor adicional para Grupo A3 quando houver peça anatômica programada — frasco rígido com formol, identificado com paciente, médico e procedimento.

O fluxo após a cirurgia

Limpeza terminal:

  1. Sacos de Grupo A fechados antes de saírem da sala (nunca arrastados pelo chão)
  2. Caixa amarela fechada e selada quando atingir 3/4 da capacidade
  3. Bombona Grupo B fechada após cada procedimento
  4. Transporte interno por carrinho fechado exclusivo
  5. Destino: expurgo do CC → abrigo intermediário do hospital → abrigo externo

Os 3 erros mais autuados

  1. Tudo no saco branco “por agilidade” — agulha, bisturi, frasco de iodopovidona vão junto com gaze. Resultado: acidente perfurocortante + NC RDC 222 + risco trabalhista NR-32.
  2. Peça anatômica em saco comum — peça em formol vai em frasco rígido específico, não em saco. Ruptura do saco com formol no corredor é a NC mais cara em auditoria.
  3. Falta de coletor de Grupo B em sala — anestésico residual e iodopovidona vão para o saco branco “porque não tem bombona”. Errado: vira efluente irregular se for descartado no expurgo.

Volume típico

Um centro cirúrgico de médio porte (6-8 salas, 30-50 cirurgias/dia) gera entre 150 e 350 kg/dia de RSS, com predominância de Grupo A (70-80%). Picos em finais de semana (urgências) e em cirurgias longas (4h+).

A Seven Resíduos atende centros cirúrgicos com coleta especializada de RSS — Grupos A, A3, B, E — incluindo destinação licenciada de peças anatômicas.

Seu centro cirúrgico tem 4 coletores em cada sala? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #centro cirúrgico #Cirurgia #rdc 222 #Segregação

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