A gasometria arterial é um exame de poucos minutos: punciona-se a artéria, coleta-se uma pequena seringa de sangue, comprime-se o local e pronto. Por ser rápida e pontual, ela costuma ser tratada como “coisa simples” na hora do descarte. Só que o que sai dela não tem nada de simples — é sangue arterial e uma agulha, dois resíduos de risco que precisam de caminhos certos.
O que a gasometria realmente gera
- Seringa com sangue arterial: mesmo pequena, é material com sangue. Vai para o Grupo A (infectante), não para o lixo comum.
- Agulha da punção: perfurocortante, Grupo E, direto no coletor rígido. Nunca dentro do saco, nunca reencapada.
- Gaze e algodão com sangue: contato biológico, Grupo A.
- Ampola de heparina ou anestésico local, se usados: sobra de medicamento entra no Grupo B; a embalagem secundária seca, no Grupo D.
A regra que organiza tudo isso é a mesma de sempre: o que decide o grupo é a natureza do material e o risco, não o tamanho do procedimento.
Por que o erro aqui é comum
A gasometria é feita à beira do leito, no pronto-atendimento, na UTI, muitas vezes sob pressão de tempo. Nesse ritmo, a seringa com sangue acaba indo no saco errado e a agulha, no lugar errado. O problema não é falta de norma — é a decisão tomada em segundos, sem o coletor certo ao alcance da mão. Sangue arterial é contato biológico tanto quanto sangue venoso; “foi só uma gasometria” não muda o grupo.
Onde isso pesa
Cada gasometria gera pouco, mas a unidade que faz dezenas por dia acumula um volume relevante de Grupo A e de perfurocortante. Quando esse pouco repetido vai para o lugar errado, dois problemas aparecem juntos: exposição de quem manuseia o resíduo depois e não conformidade que a fiscalização encontra abrindo o saco. O acerto também é repetido — coletor rígido ao lado de onde se punciona e saco de Grupo A no ponto certo resolvem na origem.
O que isso muda na prática
Gasometria não é exceção: é mais um procedimento em que a decisão de descarte acontece na mão de quem coleta, no instante seguinte à punção. Ter o coletor de perfurocortante e o saco de infectante onde o exame é feito é o que mantém a segregação correta sem depender de ninguém “lembrar” depois.
A Seven Resíduos dá suporte de PGRSS e coleta licenciada para serviços de qualquer porte. Veja também como descartar resíduo da sala de injeção, o que é RSS e o que é o PGRSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
Na sua unidade, a seringa de gasometria vai para o Grupo A — ou some no saco mais perto da mão? Fale com a Seven Resíduos.