A frase
“Tenho PGRSS pago R$ 2 mil + RT vigente. Em fiscalização, mostro o documento e está OK. Não preciso seguir tudo no dia a dia — papel resolve.” Errado.
4 pontos onde a generalização falha
1. RDC 222 art. 9 §1: “implantação E execução”
Texto: “O PGRSS deve descrever as etapas de implantação e execução“. Implantação = criar o plano. Execução = fazer no dia a dia. Sem um dos dois = não-conformidade.
2. VISA solicita evidência operacional
Em fiscalização, fiscal não lê o PGRSS de capa a capa. Ele exige:
- Livro RSS dos últimos 30 dias (pesagem com data + assinatura)
- MTRs dos últimos 90 dias (manifestos transporte)
- Atas NR-32 últimas 12 meses (treinamento + assinatura)
- Recipientes na sala (cor + tampa + capacidade)
- EPI no funcionário (luva nitrílica + máscara)
PGRSS no papel sem essas evidências = R$ 5-25k de multa.
3. Operação sem PGRSS = pior que sem documento
Cenário pior é “PGRSS perfeito + operação caótica”:
- Fiscal vê plano descrevendo abrigo organizado → vai ao abrigo → encontra bagunça
- Conclui dolo (sabia o que fazer e não fez)
- Pena: multa máxima + indicação Ministério Público (LCP art. 53)
4. Funcionário não treinado = colapso total
Funcionário sem capacitação NR-32 prática:
- Descarte agulha em saco branco (errado)
- Recipiente comum → coletora recusa → custo dobrado
- Acidente perfurocortante sem PEP em <2h → soroconversão HIV
4 testes que prova execução real
- Pergunte ao funcionário: “Como descarta agulha?” → resposta certa em <30s
- Verifique recipientes: cor correta + tampa funcional + dentro da capacidade
- Pese 1 saco aleatório: bate com livro RSS?
- Veja MTR mais recente: ≤7 dias no portal SINIR?
3 erros
- “Auditoria interna trimestral é opcional” — exigência prática RDC 222
- “Funcionário aprende na prática” — sem capacitação formal = não-conformidade
- “Coletora se vira” — ela só transporta, não opera
Solicite auditoria de execução PGRSS — verifica gap papel-prática + plano de ação 30/60/90.