O implante de fios de sustentação — o “fio lifting” — é um procedimento estético cada vez mais comum em clínica de dermatologia e estética avançada. Por ser feito em ambiente de beleza e sem corte cirúrgico amplo, costuma carregar a ideia de que “quase não gera resíduo”. Mas fio de sustentação usa cânula, agulha-guia, anestésico e gera sangue. O resíduo dele tem grupos diferentes — e o mais perigoso é o que perfura.
O que o procedimento gera de resíduo
Olhando uma sessão do começo ao fim, saem itens que não vão no mesmo saco:
- Cânula, agulha-guia e agulha de anestesia: perfurocortante — Grupo E, coletor rígido.
- Sobra de fio e fio descartado com sangue/tecido: material com contato biológico — Grupo A.
- Gaze, algodão e curativo com sangue: contato biológico — Grupo A.
- Sobra de anestésico local e frasco/ampola: resíduo de medicamento — atenção ao Grupo B.
- Embalagem estéril seca e papel: sem contato — Grupo D (comum).
A regra é a de sempre: o que perfura vai no rígido; o que teve contato com sangue e tecido é infectante; medicamento tem caminho próprio; o que ficou seco e sem contato é comum.
Por que “é estético, é leve” engana
A confusão vem de associar fio de sustentação a um procedimento “de beleza” e não a um ato que introduz cânula sob a pele e provoca sangramento. A cânula e a agulha-guia são perfurocortantes típicos; a gaze sai com sangue. A natureza do resíduo não muda por o procedimento ser estético e a sala ser uma clínica de imagem — muda pelo que cada item tocou.
Onde o erro custa caro
O deslize clássico é cânula e agulha-guia no lixo comum porque “não foi cirurgia”. O perfurocortante solto fere quem recolhe, e o material com sangue sai como doméstico — com a responsabilidade pela destinação errada continuando do gerador. A RDC 222 da Anvisa classifica perfurocortante como Grupo E e material com contato biológico como Grupo A, independentemente de o procedimento ser estético.
O que muda na prática
Fio de sustentação gera Grupo E na cânula e nas agulhas, Grupo A na gaze e no fio com sangue, e possível Grupo B no anestésico. Separar na bancada, durante o procedimento, com coletor rígido ao alcance, evita que o “procedimento leve de beleza” vire acidente perfurocortante e não conformidade.
A Seven Resíduos apoia a segregação correta e a coleta licenciada de RSS em clínicas de estética. Veja também como descartar resíduo de limpeza de pele, o mito de que clínica de estética não gera RSS e o que é o Grupo B e como descartar resíduo químico.
Na sua clínica, a cânula do fio vai no coletor rígido — ou no lixo “porque não foi cirurgia”? Fale com a Seven Resíduos.