É a frase do consultório enxuto: “aqui é só consulta — anamnese, exame clínico, receita. Não faço procedimento, então não gero resíduo de saúde”. A conclusão parece lógica: sem cirurgia, sem injeção, sem sangue aparente, não haveria RSS. O problema é que “só consulta” raramente é só conversa — e o pouco que se gera ainda é resíduo de saúde, não lixo de escritório.
Por que a consulta também gera
Mesmo o atendimento mais clínico costuma incluir contato físico com o paciente: luva de exame, abaixador de língua, espéculo de otoscópio, contato com pele, mucosa ou secreção. Um curativo simples, uma aferição com lanceta, a troca de uma sonda, a retirada de um ponto — coisas que entram na “consulta” sem ninguém chamar de procedimento — geram Grupo A e, às vezes, Grupo E. Gerar pouco não é não gerar; e o que se gera é classificado pela natureza, não pelo nome “consulta”.
O que o mito ignora
- Luva e abaixador com contato: material que tocou mucosa ou secreção é Grupo A, não lixo comum.
- Pequenos atos contam: curativo, retirada de ponto, aferição capilar geram resíduo de risco.
- Volume baixo não é volume zero: pouco RSS continua sendo RSS, com a mesma exigência de destinação.
- A norma classifica pelo resíduo, não pela especialidade: consultório que toca paciente é gerador.
Onde o mito custa caro
O consultório que “não gera RSS” costuma jogar luva de exame, abaixador e gaze de curativo no lixo comum — e descobre, na vigilância, que era gerador o tempo todo, só de pequeno volume. Pior: nunca estruturou PGRSS nem contrato porque acreditou que consulta não conta. A RDC 222 da Anvisa classifica pelo resíduo gerado; não existe isenção por “ser só consultório”.
O que muda na prática
Consultório que examina paciente gera RSS — em pouca quantidade, mas gera. Luva, abaixador, gaze de curativo, lanceta: Grupo A e E em volume pequeno, que ainda exige segregação e coleta licenciada. Reconhecer isso cedo evita estruturar o RSS só depois do primeiro apontamento.
A Seven Resíduos faz a coleta licenciada de RSS para consultórios e clínicas. Veja também o mito de que pouco resíduo não precisa de coleta especializada, o mito de que clínica de estética não gera RSS e coleta de RSS no primeiro dia de funcionamento.
Seu consultório estruturou o RSS — ou ainda acha que “só consulta” não gera resíduo de saúde? Fale com a Seven Resíduos.