A quimioterapia oral tirou o paciente da poltrona de infusão e levou o tratamento para casa — mas, no ambulatório que dispensa, orienta e às vezes fraciona esse comprimido, sobra um resíduo que não pode seguir o caminho do remédio comum. O blister vazio, o comprimido vencido, a embalagem que teve contato: tudo isso é citostático, e citostático tem rota própria.
Por que não é resíduo comum
O quimioterápico oral é um antineoplásico — substância com risco genotóxico e citotóxico. Pela RDC 222/2018, resíduo com essa característica é Grupo B (químico), não Grupo D (comum). O critério não é se o comprimido foi engolido ou não: é a natureza da substância. Um blister que conteve citostático carrega resíduo da droga; descartá-lo no lixo comum espalha um agente perigoso na cadeia de resíduo da clínica.
A pergunta certa não é “isso é remédio?”, e sim “essa substância oferece risco químico que pede manejo próprio?” — e, para citostático, a resposta é sim.
O que vira resíduo no ambulatório
- Comprimido vencido, partido, ou devolvido pelo paciente
- Blister e embalagem primária que tiveram contato com a droga
- EPI usado no fracionamento ou na manipulação
- Material de limpeza de derramamento (spill) de citostático
Como segregar na prática
O resíduo de citostático vai para recipiente de Grupo B, identificado, rígido o suficiente para o que ele contém, e encaminhado a tratamento por destinador licenciado para resíduo químico perigoso — não para o aterro comum nem para o fluxo do Grupo A infectante. Se houver perfurocortante envolvido (raro na via oral, comum se há manipulação), some o Grupo E à conta. O ponto-chave: não misturar o citostático no saco branco do infectante nem no comum, porque o destino é diferente.
O que isso muda na prática
A quimioterapia oral parece “mais simples” que a infusão — e por isso é onde a segregação costuma falhar. Quem dispensa precisa enxergar o blister vazio como resíduo de risco químico, não como embalagem de farmácia. É uma decisão de segundos no momento do descarte que evita um agente genotóxico circulando fora de controle.
A Seven Resíduos atende ambulatórios e clínicas oncológicas com coleta licenciada e suporte de PGRSS para resíduo químico perigoso. Veja também como funciona o resíduo do Grupo B, o que é RSS e o glossário de RSS. A base normativa está na RDC 222 da Anvisa.
O blister de citostático do seu ambulatório está indo para o lixo certo? Fale com a Seven Resíduos.