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Compliance e Legislação 20 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Coleta de RSS em Banco de Sangue

Banco de sangue gera Grupo A2 e B específicos. Veja o fluxo de bolsa, segmento e reagente.

por Jorge Jason
Atualizado em 20 de junho, 2026
Coleta de RSS em Banco de Sangue

Banco de sangue e serviço de hemoterapia têm um perfil de resíduo que confunde gestor: parece centro cirúrgico, mas não é. A maior parte do volume é bolsa de sangue e hemocomponente descartado — e isso muda a classificação, o coletor e a frequência de coleta.

Por que não é resíduo comum

Quem trata bolsa vencida ou sorologia-positiva como “lixo de laboratório” erra a classe. Sangue e hemocomponente descartado é Grupo A2 na RDC 222/2018 — risco biológico com possibilidade de agente de alta transmissibilidade. Não vai em saco branco leitoso comum de Grupo A1 sem o tratamento e a rastreabilidade que o A2 exige.

O erro custa caro: bolsa de sangue na pia ou no esgoto é infração ambiental direta (CONAMA 430), e bolsa positiva no fluxo errado é não conformidade grave em fiscalização da Vigilância.

O que se gera no fluxo

O resíduo de hemoterapia se distribui em três blocos principais:

A bolsa de sangue é o item de maior massa. Um serviço de médio porte (200-500 coletas/mês) gera 40-120 kg/mês de Grupo A2 só de bolsas e segmentos de tubo descartados após validade ou descarte sorológico.

O que o gestor precisa controlar

Três pontos resolvem 90% das não conformidades:

  1. Coletor identificado e refrigeração — bolsa descartada vai em coletor rígido estanque, em área com controle de temperatura até a coleta, evitando extravasamento
  2. Rastreabilidade do descarte — toda bolsa inutilizada precisa de registro (lote, motivo, destino) cruzado com o MTR; isso conecta com a exigência da Anvisa para hemoterapia (RDC 34/2014)
  3. Segregação do reagente — kit de sorologia e NAT vencido é Grupo B, não vai junto da bolsa A2

A frequência típica é 2-3x por semana para serviço de médio porte, podendo ser diária em hemocentro de grande porte ou em campanha de captação.

Porte Coletas/mês Grupo A2/mês
Pequeno (posto de coleta) até 150 10-35 kg
Médio (agência transfusional) 150-500 40-120 kg
Grande (hemocentro) 500+ 120-400 kg

O que isso significa para a coleta

Banco de sangue precisa de um contrato que reconheça o Grupo A2 como item dominante — não um contrato genérico de Grupo A. Isso afeta o dimensionamento do coletor, a frequência e o custo por quilo. Quem usa contrato de clínica comum subdimensiona e tem extravasamento em pico de captação.

A Seven Resíduos atende bancos de sangue e agências transfusionais com coleta especializada de Grupo A2 + reagente Grupo B + rastreabilidade por lote. Vale cruzar com o conteúdo sobre coleta de RSS em laboratório de análises clínicas, o glossário de RSS e a base da CONAMA 358. A norma sanitária da hemoterapia está na Anvisa.

Seu banco de sangue tem contrato dimensionado para Grupo A2? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #banco de sangue #Grupo A2 #hemoterapia #rdc 222

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