Todo mundo no hospital sabe o que é “o saco branco” do Grupo A. Mas pergunte onde vai o medicamento vencido, a sobra de quimioterápico ou o reagente do laboratório, e a resposta costuma ser silêncio — ou a pia. O Grupo B, o resíduo químico, é o que mais gera dúvida e o que mais aparece como não conformidade.
O que define o Grupo B
Pela RDC 222/2018, o Grupo B é o resíduo que contém substância química que pode oferecer risco à saúde ou ao ambiente, dependendo de características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Não é definido pelo aspecto, e sim pela substância: um frasco quase vazio de quimioterápico é Grupo B; um comprimido vencido é Grupo B.
A classe vem do que o resíduo é quimicamente, não de quanto sobrou nem de parecer inofensivo.
O que costuma ser Grupo B no hospital
O Grupo B aparece em quase toda área:
- Medicamento — vencido, sobra, parcialmente usado; com destaque para quimioterápico e para o controlado da Portaria 344
- Reagente e insumo de laboratório — com vestígio químico relevante
- Produto químico de processo — desinfetante, fixador, revelador, alguns saneantes
- Frasco/ampola com resíduo do produto — quando há fármaco residual que importa
O ponto que mais engana: tratar Grupo B como Grupo A “por ser do hospital” ou jogá-lo na pia. Risco químico não se inativa com tratamento de risco biológico, e não se resolve diluindo no esgoto (diluir não vale).
Por que classificar o Grupo B importa
Errar o Grupo B custa de três formas: manda resíduo químico para um tratamento que não o neutraliza, infla o custo quando vira Grupo A por engano, e abre não conformidade — o Grupo B mal segregado é dos achados mais frequentes em fiscalização. Além disso, o controlado da Portaria 344 tem exigência documental própria que o Grupo A não tem.
O que fazer na prática
A regra é simples: Grupo B tem coletor próprio, identificado, no ponto onde é gerado, e destinação química adequada com comprovação. Quem segrega é o gerador, na origem — não existe etapa de separação depois (a empresa de coleta não segrega por você). A farmácia costuma ser a área-chave para definir o destino por tipo de medicamento.
A Seven Resíduos opera coleta segregada de Grupo B com destinação química auditável. Veja também mito: resíduo químico pode ir junto com o infectante, lixo de farmácia hospitalar: o que é RSS e o glossário de RSS. A classificação está na RDC 222 da Anvisa.
Seu hospital sabe para onde vai o resíduo do Grupo B? Fale com a Seven Resíduos.