O curativo é um dos itens mais descartados em qualquer serviço de saúde — e um dos que mais aparece em erro de segregação. A regra é simples, mas é onde a equipe escorrega na correria.
Onde vai o curativo contaminado
Curativo com sangue, pus, secreção, exsudato ou contato direto com lesão aberta vai no saco branco leitoso (Grupo A1 — biológico), com símbolo de infectante. Esse saco vai para tratamento por autoclave, microondas ou incineração — não para aterro comum.
O que define se é Grupo A1:
- Contato com fluido corporal (sangue, pus, urina visível, secreção)
- Origem de paciente com isolamento por germe multirresistente (MRSA, VRE, ESBL, KPC)
- Origem de paciente com doença infectocontagiosa (TB, hepatite, COVID, sarampo)
Quando NÃO é Grupo A1
Curativo preventivo que nunca encostou em ferida ou secreção (foi colocado e retirado sem uso) é Grupo D — saco preto. Gaze de procedimento estético sem rompimento de pele é Grupo D. Algodão com álcool sem sangue é Grupo D.
A diferença muda o tratamento e o custo: Grupo A1 vai para incineração (mais caro); Grupo D vai para aterro sanitário (mais barato).
O erro mais comum
A equipe joga todo curativo no saco branco, por precaução. Resultado: hospital inflaciona volume Grupo A1 em 30-50%, paga incineração no que era aterro, e ainda gera transbordo de saco branco no abrigo externo.
A boa prática: decisão consciente no momento do descarte, com base em contato real com fluido. Não é precaução — é classificação correta.
Casos especiais
Curativo com citostático residual (paciente em quimioterapia recente) — vai com Grupo B sobreposto a A1. Coletor específico.
Curativo pós-cirurgia oncológica HIPEC — vai com Grupo A1+B. Identificação por paciente exigida.
Curativo de paciente em TMO ou bio-contenção — vai com Grupo A1 em fluxo dedicado da unidade, separado do hospital geral.
O que evita o erro
Três medidas:
- Cartaz visual no posto de curativo com exemplos práticos do que é A1 e o que é D.
- Treinamento NR-32 anual com foco em curativo (item de alto volume).
- Auditoria interna mensal do abrigo — abrir alguns sacos brancos e verificar se há D dentro.
A Seven Resíduos faz coleta especializada de Grupo A1 e D em fluxos separados, com MTR rastreável e cobrança por peso real de cada grupo.
Quer ajustar a segregação de curativos no seu hospital? Fale com a Seven Resíduos.