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Compliance e Legislação 15 de junho, 2026 · 2 min de leitura

O Que Fazer com Curativo Contaminado?

Curativo com sangue, pus ou secreção vai no saco branco. Veja como descartar correto sem virar não conformidade.

por Jorge Jason
Atualizado em 15 de junho, 2026
O Que Fazer com Curativo Contaminado?

O curativo é um dos itens mais descartados em qualquer serviço de saúde — e um dos que mais aparece em erro de segregação. A regra é simples, mas é onde a equipe escorrega na correria.

Onde vai o curativo contaminado

Curativo com sangue, pus, secreção, exsudato ou contato direto com lesão aberta vai no saco branco leitoso (Grupo A1 — biológico), com símbolo de infectante. Esse saco vai para tratamento por autoclave, microondas ou incineração — não para aterro comum.

O que define se é Grupo A1:

Quando NÃO é Grupo A1

Curativo preventivo que nunca encostou em ferida ou secreção (foi colocado e retirado sem uso) é Grupo D — saco preto. Gaze de procedimento estético sem rompimento de pele é Grupo D. Algodão com álcool sem sangue é Grupo D.

A diferença muda o tratamento e o custo: Grupo A1 vai para incineração (mais caro); Grupo D vai para aterro sanitário (mais barato).

O erro mais comum

A equipe joga todo curativo no saco branco, por precaução. Resultado: hospital inflaciona volume Grupo A1 em 30-50%, paga incineração no que era aterro, e ainda gera transbordo de saco branco no abrigo externo.

A boa prática: decisão consciente no momento do descarte, com base em contato real com fluido. Não é precaução — é classificação correta.

Casos especiais

Curativo com citostático residual (paciente em quimioterapia recente) — vai com Grupo B sobreposto a A1. Coletor específico.

Curativo pós-cirurgia oncológica HIPEC — vai com Grupo A1+B. Identificação por paciente exigida.

Curativo de paciente em TMO ou bio-contenção — vai com Grupo A1 em fluxo dedicado da unidade, separado do hospital geral.

O que evita o erro

Três medidas:

  1. Cartaz visual no posto de curativo com exemplos práticos do que é A1 e o que é D.
  2. Treinamento NR-32 anual com foco em curativo (item de alto volume).
  3. Auditoria interna mensal do abrigo — abrir alguns sacos brancos e verificar se há D dentro.

A Seven Resíduos faz coleta especializada de Grupo A1 e D em fluxos separados, com MTR rastreável e cobrança por peso real de cada grupo.

Quer ajustar a segregação de curativos no seu hospital? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Biológico #Curativo #Grupo A1 #saco branco #Segregação

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