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Compliance e Legislação 04 de junho, 2026 · 4 min de leitura

Mito: PGRSS é só sobre RSS classe A

Mito: PGRSS = só classe A. Verdade: 5 grupos A+B+C+D+E. Veja por quê todos importam.

por Jorge Jason
Atualizado em 04 de junho, 2026
Mito: PGRSS é só sobre RSS classe A

A regulação brasileira de RSS é frequentemente mal interpretada por gestores que limitam o foco de PGRSS à classe A (biológicos). Em 2026, há um mito persistente — que “PGRSS é só sobre RSS classe A” + “infectante é o que importa, o resto é gestão de lixo”. A consequência é a prática de hospitais que invertem 80% do PGRSS no Grupo A + negligenciam Grupo B (químico) + negligenciam Grupo C (radioativo) + subutilizam Grupo D (reciclável) + gerenciam mal Grupo E (perfurocortante). A realidade é exatamente o oposto. A RDC 222/2018 define 5 grupos com características distintas e responsabilidades específicas. Cadeia integrada cobre A1-A5 + B1-B5 + C + D + E com tratamentos hierárquicos diferentes. Subgrupo errado = custo 5-15x mais + risco regulatório retroativo. Cadeia de 5 grupos, não 1.

Para o gestor que opera ou planeja governança madura, é fundamental desfazer o mito antes que se transforme em PGRSS desbalanceado.

Os cinco grupos por categoria

Em uma operação de qualquer porte, a cadeia cobre 5 grupos.

Grupo Tipo % volume típico Tratamento Custo R$/kg
A1-A5 Biológico (cultura, procedência, anatomopatológico, hemoderivado, perfurocortante) 25-35% Incinerar ou autoclavar 8-25
B1-B5 Químico (medicamento, mercúrio, halogenado, citostático, radiográfico) 8-15% Incineração química + neutralização 12-35
C Radioativo (medicina nuclear, radioterapia) 0.5-2% Decay + retorno fabricante 50-200
D Não-perigoso reciclável 50-65% Reciclagem + reúso 0-2 (negativo se reciclado)
E Perfurocortante 3-7% Incinerar com coletor rígido 15-30

A soma típica é 5 grupos integrados em PGRSS maduro vs apenas 1-2 em PGRSS subdimensionado.

O Grupo D reciclável: o subaproveitado

A primeira camada do mito é “Grupo D não é PGRSS”. Verdade: hospital com 50-65% do volume em Grupo D (papel + plástico + vidro + metal + orgânico) que está sendo incinerado por desconhecimento = desperdício de R$ 30-80k/mês + impacto ambiental Scope 1 desnecessário. Padrão setorial inclui (a) coleta seletiva com 5 cores (azul/papel + vermelho/plástico + verde/vidro + amarelo/metal + marrom/orgânico); (b) logística reversa PNRS para RAEE + bateria + biológico fabricante; (c) compostagem de orgânico de alimentação; (d) reciclagem com receita compartilhada (cooperativa de catadores); (e) economia 30-50% no custo total de PGRSS via Grupo D recuperado.

Hospital com Grupo D maduro economiza R$ 30-80k/mês + reduz Scope 1 em 30-50%. Como discutimos no post sobre mito hierarquia de tratamentos, reciclagem é prioridade.

O Grupo B químico Lista 344: o regulado mais complexo

A segunda camada é o B. Padrão setorial inclui (a) B1 medicamentos vencidos com livro Portaria 344 + cofre A1+A2; (b) B2 mercúrio termômetro/esfigmo (em desuso) + ANVISA; (c) B3 halogenado sevoflurano + isoflurano + desflurano com NaCO3; (d) B4 citostático quimio com cremação + capela classe II; (e) B5 radiográfico filme + chapa com prata + reciclagem específica.

Hospital com Grupo B maduro evita multas ANVISA (R$ 100-500k por incidente) + bonificação ANS por gestão correta.

O Grupo C radioativo: o pequeno volume com alta complexidade

A terceira camada é o C. Padrão setorial inclui (a) medicina nuclear com 99mTc, 18F-FDG, 67Ga, 131I — meia-vida 6h-8d com decay; (b) radioterapia com Cobalto-60 + Iridium-192 + Cesium-137 — meia-vida 5-30 anos; (c) cofre blindado com plumbo 3-5cm; (d) livro CNEN-NN-3.05 específico; (e) retorno ao fabricante após decay (típico) ou 10 meias-vidas. Conexão com PGRSS de medicina nuclear.

Hospital com Grupo C presente exige licenciamento CNEN + RT específico de proteção radiológica + dosímetro pessoal + auditoria semestral.

Três perfis de PGRSS por amplitude de grupos

PGRSS apenas Grupo A. 1 grupo. Custo mensal R$ 12.000-30.000 mas alto risco regulatório nos outros 4 grupos.

PGRSS A+E + B parcial. 2-3 grupos. Custo mensal R$ 22.000-45.000, eficácia 70%.

PGRSS sistêmico A+B+C+D+E completo. 5 grupos integrados + integração com BCP-DRP do PGRSS. Custo mensal R$ 28.000-58.000 mas com receita Grupo D, ROI 400-900%.

Os três erros que aparecem em PGRSS apenas Grupo A

O primeiro é o subdimensionamento de Grupo D reciclável. 50-65% do volume = receita potencial perdida + impacto ambiental + desperdício de R$ 30-80k/mês.

O segundo é a ausência de livro Portaria 344 para Grupo B. Lista A1+A2+B1 + C5 exigem livro próprio + retenção 5 anos.

O terceiro é o descarte indistinto de E sem coletor rígido. Perfurocortante em saco branco = risco perfuração equipe limpeza + multa NR-32.

A regulação de PGRSS no Brasil está em fase de modernização técnica acelerada com 5 grupos integrados como prioridade. As instituições que estruturam visão sistêmica desde o início — alinhadas com calendário 2026 de compliance — atravessam o crescimento sem solavanco. Para gestores que precisam alinhar com gestão paralela industrial, o portal Seven Resíduos sobre serviços completos traz a perspectiva integrada. A RDC 222/2018 define 5 grupos.

Solicite cotação PGRSS sistêmico 5 grupos — capítulo dedicado a Grupo A1-A5 biológico, B1-B5 químico, C radioativo, D reciclável e E perfurocortante.

Tags #5 Grupos #Classificação #Mitos #rdc 222

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