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Compliance e Legislação 16 de junho, 2026 · 3 min de leitura

Mito: Lixo de Hospital Vai Tudo para Incinerador

Nem todo RSS vai para incinerador — autoclave, microondas e aterro também. Veja o destino real por grupo.

por Jorge Jason
Atualizado em 16 de junho, 2026
Mito: Lixo de Hospital Vai Tudo para Incinerador

“O lixo do hospital vai todo para o incinerador, queima e some.” Frase que aparece em quase toda visita guiada de hospital. Errado. No Brasil, menos de 20% do RSS é incinerado — o resto vai para autoclave, microondas, coprocessamento ou aterro classe I, conforme o grupo.

O destino real, por grupo

A regra é definida pela RDC 222/2018 + CONAMA 358/2005:

Grupo A1 e A2 (biológico padrão e com risco aumentado)

Destino mais comum: autoclavagem ou microondas. Ambos descontaminam o resíduo termicamente, depois ele vai para aterro classe IIA ou IIB licenciado. Incinera-se Grupo A só em casos específicos.

Grupo A3 (peça anatômica)

Destino obrigatório: incineração. Peça anatômica e parte de corpo não podem ir para autoclave ou aterro. Vai para incinerador licenciado com emissão controlada pela CONAMA 491/2018.

Grupo A4 (alto risco biológico — cultura microbiológica, vacina viva, animal de pesquisa)

Destino: incineração ou autoclavagem com validação específica antes de aterro.

Grupo A5 (príon — Creutzfeldt-Jakob etc.)

Destino: incineração obrigatória com protocolo específico.

Grupo B (químico)

Depende do tipo:

Grupo C (radioativo)

Destino: sala de decaimento dentro do hospital até atingir o limite CNEN, depois segue como rejeito não-radioativo conforme grupo original.

Grupo D (comum/reciclável)

Destino: coleta seletiva → reciclagem (papel, plástico, vidro, metal) ou aterro classe IIA convencional. Pode representar 30-45% do volume total do hospital.

Grupo E (perfurocortante)

Destino: autoclavagem ou incineração, dependendo do tratador. Vai em caixa rígida lacrada — sempre.

Por que o mito persiste

Três motivos:

  1. Incineração é o tratamento mais visualmente associado a “destruir lixo”. Faz mais sentido na cabeça do leigo.
  2. Hospitais antigos (década de 80-90) operavam incinerador próprio para tudo. Hoje, isso é raro e caro.
  3. Hospital não reporta o destino real ao colaborador. Treinamento NR-32 fala da segregação, não do destino — então a equipe não sabe para onde vai cada saco.

Por que faz diferença saber

Saber o destino real do RSS muda decisão de gestão:

O custo por destino

Referência típica no Brasil:

Tratamento Custo (R$/kg)
Aterro classe IIA (Grupo D) 0,30 – 0,80
Autoclavagem (Grupo A1/A2) 2,50 – 5,00
Microondas (Grupo A1) 3,00 – 6,00
Coprocessamento (Grupo B não-citostático) 4,00 – 8,00
Incineração (Grupo A3, A4, A5, B citostático) 8,00 – 25,00

Misturar tudo “como infectante” significa pagar incineração para o papelão — desperdício direto.

A Seven Resíduos opera com destinação adequada por grupo — autoclave, microondas, coprocessamento e incineração licenciada — e entrega comprovante separado por tipo de tratamento.

Você sabe o destino de cada grupo do seu RSS? Fale com a Seven Resíduos.

Tags #Destinação #Incinerador #Mito #Tratamento

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